O GOAT11, da Itaú Asset, é considerado um ETF de renda fixa porque tem 80% da carteira em títulos públicos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+. Isso faz com que o ativo tenha os benefícios tributários da classe, com alíquota de imposto de renda de 15% para todos os prazos de investimento, sem cobrança de come-cotas e exigência de emissão da DARF após a liquidação. Mas 20% está em renda variável internacional, com exposição dolarizada ao índice de ações dos Estados Unidos, S&P 500.
A taxa total do ETF é de 0,5%, incluindo os custos de administração, gestão e custódia. A liquidez é de D+2, com aplicação mínima de R$ 50, valor inicial das cotas na listagem.
A sigla que nomeia o lançamento vem do inglês “greatest of all times” ou “o melhor de todos os tempos” em tradução livre. E mostra como a gestora vê o produto: uma exposição ao melhor dos dois mundos, aquilo que o mercado brasileiro oferece de melhor – a proteção dos juros reais –, junto à diversificação internacional nas maiores empresas americanas.
“A beleza do GOAT11 é ser simples, ao mesmo tempo que é sofisticado na proposta de valor”, diz Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset.
Ele explica que o ativo foi construído para atender a demanda de investidores e entregar, de forma simples, uma visão de portfólio diversificado com ativos descorrelacionados; ou seja, cujo desempenho dependa de fatores diferentes. Assim, a carteira consegue ir bem ao longo dos anos, mesmo em diferentes momentos de mercado. “Se prender a visões de curto prazo faz o investidor deixar muito dinheiro na mesa. É muito difícil acertar o timing; o relevante mesmo é o tempo”, afirma.
Histórico de dois benchmarks
Na lâmina de apresentação do produto, disponível no site da gestora, há um histórico dos dois benchmarks que ilustram como essa descorrelação funciona na prática. No pior ano do S&P500, quando o índice caiu 23,56% em 2022, o IMA-B, índice da Anbima que reflete o desempenho do Tesouro IPCA+, subiu 6,37%. Em 2013, pior ano da renda fixa brasileira em duas décadas com queda de 10,02%, a Bolsa americana saltou 49,46%.
No fim das contas, é uma conversa sobre proteção do portfólio de longo prazo, explica Eid. Em reais, com o IPCA+, mas também em dólar, que tem cada vez mais peso na cesta de consumo dos brasileiros.
A divisão 80/20 da carteira também parte de um princípio simples. Não há um número exato para a diversificação mercado internacional que funcione igualmente para todos os investidores, mas, no geral, especialistas tendem a recomendar que a parcela não ultrapasse os 20%. E isso foi aplicado no ETF.
Mais do que isso, a volatilidade da carteira poderia ser muito elevada. Por outro lado, uma parcela menor reduziria o potencial de retorno do ativo. Com esse equilíbrio, a Itaú Asset acha que o GOAT11 pode entregar 9% de retorno anual, e atrair quem está apenas iniciando os investimentos internacionais. “Quem não tem nada de internacional pode começar a investir através dessa alocação. É um incentivo para que as pessoas comecem essa jornada, mas não significa que é um produto só para o investidor iniciante”, destaca Eid.