Beto Fernandes, analista da Foxbit, associa esse período desafiador ao aumento da concorrência com outras criptos, como a Solana (SOL), que oferecem soluções para o desenvolvimento de projetos de criptoativos. “O fluxo de capital ficou dividido entre várias criptomoedas com soluções semelhantes, impedindo que o ETH subisse com maior força”, diz o especialista. Contudo, o ecossistema da rede ethereum está em constante desenvolvimento.
Em maio, a rede passou por uma atualização que trouxe melhorias na sua escalabilidade e no seu processo de staking (estratégia de investimento que oferece renda passiva ao investidor em criptomoeda). Com isso, o ethereum continuou sendo o ecossistema favorito para a criação de dApps (aplicativos descentralizados) e projetos de DeFi (finanças descentralizadas).
Por essa razão, Guilherme Prado, country manager da Bitget, acredita que o ethereum possui potencial para novos ganhos nos próximos meses, assim como o bitcoin. “O ethereum deve atingir entre US$ 2.800 e US$ 5.000, impulsionado por restrições de oferta e pelo crescimento do uso em casos de tokenização de ativos do mundo real”, diz Prado. Atualmente, o ethereum é negociado a US$ 2,5 mil. A cotação está cerca de 47,9% abaixo em relação a sua máxima histórica, conquistada em novembro de 2021, quando alcançou a faixa dos US$ 4.868,00.