Segundo a agência de classificação de risco, os rebaixamentos seguem o anúncio da companhia aérea de que iniciou uma reestruturação de sua dívida sob o Chapter 11 nos Estados Unidos, além do processo apropriado no Brasil. “Assim que a companhia aérea sair do processo de recuperação judicial, a Fitch avaliará sua nova estratégia e perfil financeiro reestruturado e reavaliará a Azul de acordo”, escreve a
agência em relatório.
Dentre os fatores que levaram a Fitch a rebaixar a Azul, estão o anúncio do Chapter 11, o processo de reestruturação da companhia e a estrutura de capital insustentável. “O alto ônus das despesas com juros e aluguéis da Azul, resultante de diversos processos de reestruturação desde a covid-19, em meio a um cenário de altas taxas de juros no Brasil e volatilidade cambial, resultou em uma recorrente queima de fluxo
de caixa e em uma estrutura de capital insustentável”, ressalta a agência.
Em seu cenário-base original, a Fitch estima o Ebitda ajustado da empresa em cerca de R$ 7 bilhões em 2025. A agência também projeta que o aluguel, os juros e os investimentos em arrendamento totalizarão R$ 8 bilhões no ano.