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Veja o fechamento das Bolsas de NY, juros dos EUA e dólar hoje diante do conflito entre Israel e Irã

Os ataques renovaram tensões geopolíticas e levaram a uma disparada do petróleo nesta sessão

Por Pedro Teixeira e Matheus Andrade

13/06/2025 | 17:31 Atualização: 13/06/2025 | 17:31

Wall Street (Foto: Adobe Stock)
Wall Street (Foto: Adobe Stock)

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira (13), após Israel iniciar operação militar contra o Irã, que respondeu com o lançamento de mísseis balísticos nesta tarde. Os ataques renovaram tensões geopolíticas e levaram a uma disparada do petróleo, que impulsionou ações do setor. Os títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) e o dólar, por sua vez, subiram.

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O Dow Jones caiu 1,79%, aos 42.197,79 pontos; o S&P 500 recuou 1,13%, aos 5.976,96 pontos; e o Nasdaq fechou em queda de 1,30%, aos 19.406,83 pontos. O índice VIX, espécie de “termômetro do medo” em Wall Street, chegou a saltar para 22 pontos nas máximas do dia. Na comparação semanal, Dow Jones recuou 1,55%, S&P 500 cedeu 0,75% e Nasdaq baixou 1,06%.

Entre as gigantes petrolíferas, a Chevron subiu 0,65%, e a Exxon Mobil, 2,16%. A APA Corp. subiu 5,31%, a Occidental Petroleum avançou 3,80%, a Diamondback Energy ganhou 3,74% e a Schlumberger teve alta de 1,88%.

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Por outro lado, as ações de companhias aéreas e de cruzeiros caíram com a escalada nos preços do petróleo, que alimenta temores sobre um aumento nos custos com combustível para aviões e navios. A United Airlines recuou 4,43%, enquanto a Carnival caiu 4,96%. Papéis do setor de defesa dispararam, entre eles Lockheed Martin (+3,62%).

No começo da tarde, os índices chegaram a arrefecer as perdas após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as negociações nucleares com o Irã. No entanto, os negócios voltaram a se deteriorar depois que os iranianos lançaram uma retaliação a Israel.
No noticiário corporativo, a Adobe divulgou resultados fiscais do segundo trimestre acima das expectativas dos analistas e elevou suas projeções para o ano fiscal, impulsionada pela demanda por inteligência artificial. Ainda assim, as ações caíram 5,32%.

Os papéis da Boeing recuaram 1,63% depois de perderem 4,8% na quinta-feira, ainda impactados pela queda de um avião da Air India com 242 pessoas a bordo no oeste da Índia. Um passageiro sobreviveu ao acidente. O avião, um Boeing 787 que se dirigia ao Reino Unido, caiu logo após a decolagem. Segundo o Wall Street Journal, as investigações se concentram na hipótese de perda ou redução de potência dos motores.

A Visa perdeu 4,98% e a Mastercard caiu 4,64% após uma reportagem do Wall Street Journal informar que Walmart e Amazon consideram lançar suas próprias stablecoins, o que poderia desviar recursos das operadoras tradicionais de pagamentos.

Juros dos EUA operam em alta

Os juros dos Treasuries avançaram hoje, seguindo as repercussões da escalada do conflito entre Israel e Irã. Os ataques desencadearam uma forte alta do petróleo, o que reforça percepção de uma potencial força inflacionária, o que poderia mudar os planos para cortes de juros para o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA). Além disso, a guerra tende impulsionar o dólar, o que favorece os rendimentos dos Treasuries.

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Por volta das 17h (horário de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,952%. O rendimento da T-note de 10 anos tinha alta a 4,409%, enquanto o do T-Bond de 30 anos avançava a 4,902%.

A nova escalada nas tensões entre Irã e Israel pode levar os preços do petróleo acima de US$ 80, o que significaria mais altas para o dólar, segundo relatório do ING. O banco holandês afirma que já era provável que o Fed mantivesse as taxas de juros em espera até o terceiro trimestre “e os últimos acontecimentos apenas reforçam isso”. “Se as tensões se transformarem em um conflito mais amplo e os preços do petróleo subirem ainda mais, deve haver mais espaço para a alta do dólar, que já está sobrevendido e fortemente subvalorizado no curto prazo”, ressalta o ING.

O índice de sentimento do consumidor nos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, subiu de 52,2 em maio para 60,5 em junho. Essa é a primeira melhora do índice em seis meses. O resultado veio bem acima do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam alta mais modesta, a 53. O mercado manteve inalterada a expectativa de que o Fed volte a cortar juros a partir de setembro após o dado.

Na próxima semana, o mercado de taxas dos EUA terá uma variedade de eventos com potencial para movimentar o mercado, dos quais derivará a direção das negociações, aponta o BMO Markets. O evento principal será o anúncio da decisão do Fed na tarde de quarta-feira. “O Fed não fará nenhuma alteração nas taxas de juros e errará ao sinalizar que o Comitê permanece em modo de espera para ver, e provavelmente manterá essa posição no futuro próximo”, projeta. Portanto, segue-se intuitivamente que a primeira reunião potencialmente com mudanças é em setembro.

Moedas globais: dólar sobe

O dólar operou em alta hoje ante a maioria das moedas, com o ativo americano sendo buscado com refúgio diante do acirramento do conflito entre Israel e Irã. As perspectivas de uma escalada da guerra acabaram ofuscando outros temas, como a postura do Federal Reserve (Fed), mas analistas avaliam que a questão deve voltar a ser central para os mercados de câmbio.

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O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,27%, a 98,184 pontos. Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o dólar subia para 143,90 ienes, enquanto o euro recuava para US$ 1,1546 e a libra era negociada em baixa, a US$ 1,3565.

A recuperação do dólar com o conflito entre Irã e Israel poderá ter efeitos limitados, tendo em vista que a moeda americana continua próxima do seu nível mais baixo em mais de três anos, avalia a Capital Economics. A consultoria acredita que o futuro da política monetária do Fed terá um impacto mais duradouro sobre os mercados financeiros. “Isso sugere que há um consenso amplo no mercado de que uma escalada não é tão provável – o que é razoável, considerando que esse é o padrão visto na região ao longo dos últimos anos”, disse a Capital. A consultoria pondera que seria necessário um dano significativo na infraestrutura de energia ou no trânsito do Estreito de Hormuz para que os preços de energia subam de modo substancial.

Caso esse cenário se concretize, o dólar provavelmente teria forte valorização ante outras moedas graças a posição que os Estados Unidos conquistou como exportador líquido de petróleo, avançando particularmente sobre divisas da Europa e da Ásia, importadoras líquidas da commodity. “A dinâmica do dólar com os preços do petróleo mudou, tornando alta de ambos uma combinação mais comum”, destaca. No cenário base da Capital, contudo, o diferencial de juros do BC americano em relação aos outros bancos centrais do G10 é que deve ajudar na recuperação do dólar, embora de maneira mais modesta. “Ainda suspeitamos que o Fed terá que manter os juros até boa parte de 2026, enquanto os outros BCs continuarão cortando”, projeta.

O índice de sentimento do consumidor nos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, subiu de 52,2 em maio para 60,5 em junho. Essa é a primeira melhora do índice em seis meses. O resultado veio bem acima do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam alta mais modesta, a 53. O mercado manteve inalterada a expectativa de que o Fed volte a cortar juros a partir de setembro após o dado.

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*Com informações da Dow Jones Newswires

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