Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para julho fechou em alta de 4,28% (US$ 3,07), A US$ 74,84 o barril. O Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em alta de 4,40% (US$ 3,22), a US$ 76,45 o barril.
Para Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank, esta não é uma história clássica de desescalada. “Embora o Irã pareça estar sinalizando moderação, Trump instou a evacuação de Teerã, e Israel prometeu continuar seus ataques. Isso torna a desescalada unilateral, na melhor das hipóteses, e mantém os riscos nos mercados de energia e ativos de refúgio inclinados para cima. Se o Irã não encontrar espaço para manobrar diplomaticamente, poderá facilmente dar meia-volta”, avalia. O TD Securities aponta que o foco do mercado permanece na ilha de Kharg – com 96% das exportações de petróleo bruto iraniano – e no Estreito de Ormuz no cenário mais catastrófico, que conta com 34% dos fluxos globais de petróleo transoceânico, e poderia ser fechado por Teerã.
A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou suas projeções para o avanço da demanda global por petróleo tanto neste ano quanto no próximo. Em relatório, a AIE reduziu sua previsão para o aumento da demanda global em 2025 para 724 mil barris por dia, devido a resultados fracos dos EUA e da China, com expectativa de que o consumo médio atinja 103,8 milhões de bpd. No documento anterior, a projeção era de alta de 741 mil bpd. Para 2026, a AIE agora prevê que a demanda crescerá 739 mil bpd, para um total de 104,5 milhões de bpd. Antes, a estimativa era de acréscimo de 760 mil bpd.
Enquanto isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutirá as perspectivas para o mercado global de petróleo com o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Haitham Al-Gais, no dia 20 de junho, em meio ao agravamento da situação no Oriente Médio, disse o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov.