“Acreditamos que o desempenho consolidado do trimestre será impulsionado por uma maior contribuição das plantas adquiridas da Marfrig”, afirma o Itaú BBA. O banco destaca que o foco dos investidores deve recair sobre o ramp-up (aceleração) desses ativos, tanto em volume quanto em preço.
Apesar da melhora operacional, o lucro líquido da Minerva pode cair 58,1% na base anual, para R$ 40 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado deve somar R$ 1,1 bilhão, avanço de quase 50% em relação ao segundo trimestre de 2024. A margem Ebitda, contudo, deve recuar ligeiramente de 9,7% para 9,2%.
O Itaú BBA também observa que a companhia já havia formado estoques nos Estados Unidos no primeiro trimestre, o que pode contribuir para uma melhora sequencial nos resultados com os mesmos ativos. Além disso, o banco afirma que investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos recentes nas relações comerciais entre Brasil e EUA, avaliando o potencial da Minerva de se beneficiar de preços mais altos da carne bovina por meio de rotas alternativas de exportação.
A projeção do banco está alinhada ao consenso do mercado, que espera entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão de Ebitda no segundo trimestre. Segundo o Itaú BBA, isso indica que a empresa segue no caminho certo para cumprir as metas traçadas para o ano.
O Itaú BBA tem recomendação de desempenho acima do mercado (outperform) para a ação da Minerva, com preço-alvo de R$ 7.