Pelos cálculos de Régis Cardoso e João Rodrigues, analistas da XP, como a Petrobras produz a partir dos reservatórios do pré-sal de Jubarte desde 2008, a estatal pagaria cerca de R$ 2,5 bilhões em compensações financeiras. Os recebíveis seria na ordem de R$ 400 milhões para a Shell, R$ 200 milhões para a Brava, assim como R$ 200 milhões para a Oil and Natural Gas Corporation (ONGC), além do governo.
Os valores estimados decorrem da individualização da produção da jazida, em que as empresas negociam a compensação financeira entre os gastos incorridos e as receitas relativas aos volumes produzidos.
Conforme o comunicado ao mercado, a estatal ficará com 97,25% de participação na jazida, a Shell com 0,43%, a Brava com 0,198%, a ONGC com 0,232% e a União, por meio da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), 1,89%.
Análise da XP sobre a parceria em Jubarte
Para a XP, o acordo potencialmente implica em uma leitura ligeiramente negativa para a Petrobras (0,6% do valor de mercado), positiva para a Brava (até 2% do valor de mercado) e para a rodada de licitações para áreas não contratadas no final deste ano.
Os analistas chamam atenção para um aspecto interessante do AIP que seria o “governo potencialmente incluir seus direitos de produção em Jubarte na rodada de licitações para áreas não contratadas, programada para ocorrer ainda este ano”. O AIP firmado entre Petrobras e Brava entra em vigor em 1º de agosto.