Segundo o presidente, a ideia é construir uma posição unificada entre os países emergentes diante do que considera uma “ação abusiva” do governo Trump. Ele também anunciou que conversará com Modi nesta quinta-feira, 7, e que pretende organizar uma missão empresarial à Índia nos próximos meses para expandir mercados.
Nesse sentido, o presidente reforçou que suas relações internacionais não têm base ideológica, mas são construídas em torno de interesses estratégicos e econômicos. Segundo ele, o diálogo com diferentes chefes de Estado – independentemente de espectros políticos – tem como objetivo central gerar benefícios concretos para os países envolvidos. A sinalização vem num momento de forte tensão comercial com os EUA e de reaproximação com países asiáticos como a China, após o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Apesar das críticas à nova postura de Trump na economia e ao impacto das tarifas sobre o Brasil, Lula afirmou que pretende convidar pessoalmente o presidente norte-americano para a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA). Segundo ele, a conferência climática precisa incluir todos os atores globais relevantes. “Ele não pode ficar de fora”, disse em meio ao clima diplomático deteriorado.