• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Bolsas em alta, juros longos em alerta: os sinais trocados que desafiam os mercados

Juros longos em alta e riscos fiscais crescentes no mundo impactam câmbio, Brasil e investimentos

Por Leo Guimarães

23/09/2025 | 3:00 Atualização: 22/09/2025 | 20:18

Taxa de equilíbrio mais alta exige juros maiores por mais tempo:  aperto monetário elevado. Foto: AdobeStock
Taxa de equilíbrio mais alta exige juros maiores por mais tempo: aperto monetário elevado. Foto: AdobeStock

Enquanto as bolsas americanas, referência para investidores no mundo todo, renovam máximas puxadas por ações de big techs, os juros da dívida de longo prazo do governo, os Treasuries, seguem acima de 4% para vencimentos em 10 anos e acima de 4,5% para os de 30 anos. Essa é uma combinação rara desde 2008 e que envia sinais trocados aos mercados.

Leia mais:
  • Bolsa tem maior entrada de capital estrangeiro no 1º semestre em 3 anos; o que esperar agora?
  • Após rali do Ibovespa, Bradesco BBI aponta ações que podem brilhar no 2º semestre
  • Investir em fundo imobiliário? Não para Barsi. Veja o que tem na carteira do megainvestidor
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

De um lado, crescimento nas apostas de risco e, do outro, a renda fixa cobrando prêmios mais altos para financiar governos endividados. Para analistas, esse desalinhamento marca uma fase de ruptura na dinâmica que prevaleceu até a pandemia. “Parece que estamos em um período de transição. Os padrões que víamos no passado não se repetem necessariamente”, resume Rafael Perez, analista da Suno.

Após a pandemia, EUA, Europa e Japão elevaram suas dívidas dentro de um ambiente que deixou de ter juro zero. Rolar esse passivo agora custa mais caro e traz dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal. Os governos rolam seus débitos emitindo novos títulos para pagar os antigos e, com isso, jogam o vencimento – e o desembolso – para frente.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Com o mercado exigindo juros mais altos, a taxa considerada “de equilíbrio” subiu. Agora, para a política monetária surtir o mesmo efeito de antes, ou seja, manter o poder de compra das moedas ao controlar a inflação, os bancos centrais precisam aumentar a intensidade dos juros – e por mais tempo . Uma conjuntura que  o brasileiro vem sentindo também com a Selic acima de dois dígitos desde fevereiro de 2022,  atualmente estabilizada em 15%.

Além disso, os conflitos regionais e a intensificação da guerra comercial, impulsionada por Donald Trump, passaram a encarecer cadeias de comércio, pressionando preços. “A guerra comercial significa menos comércio, menos crescimento e mais inflação. Isso obriga os países a manterem juros elevados no longo prazo”, diz Perez.

Alta concentrada e crise com o Fed

Por outro lado, a alta dos índices acionários, a exemplo do S&P 500 renovando máximas meses a fio, não é ampla. Ela se concentra em poucas empresas ligadas à inteligência artificial e o restante do mercado americano parece não acompanhar esse ritmo. “As empresas de tecnologia têm puxado os índices. Isso lembra, em parte, a bolha de 2000”, afirma Perez. Se a narrativa de lucros futuros – que sustentam as altas – não se confirmar, o ajuste virá na queda dos preços desses papéis.

Os atritos de Trump com as instituições americanas também acrescentam mais apreensão neste novo cenário. A principal delas é a tentativa de o presidente americano de influenciar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, a baixar os juros. Mesmo com o início de cortes de juros na última quarta (17),  as taxas de longo prazo seguem em alta por lá. Tanto pelo temor fiscal dos EUA – o shutdown do governo voltou às manchetes – quanto pela independência do Fed.

A recente indicação de Stephen Miran, por Donald Trump, à diretoria da autoridade monetária trouxe um voto divergente. Ele defendeu um corte 0,5 pontos, contra 0,25 dos demais. “A dúvida é se o Fed vai se comportar como uma entidade independente ou se haverá influência política. Isso estressa, principalmente, a curva de longo prazo”, comenta Pedro Moreira, sócio da One Investimentos.

Publicidade

Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, explica que a alta dos juros longos nos EUA reflete a preocupação do mercado com o futuro da economia americana, especialmente por causa do nível elevado de endividamento do país. “O mercado está precificando o afrouxamento que aconteceu agora, mas vê que, no médio e longo prazo, a economia norte-americana pode passar por dificuldades, principalmente pelo nível de endividamento.” Segundo o Tesouro americano a dívida do país ultrapassa US$ 29 trilhões, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os analistas,  a trajetória ascendente pode levar a aumento de juros, ampliando gastos com serviço da dívida, comprimindo a economia.

No palco global, a estratégia de Trump de reorientar o comércio internacional por meio de tarifas é vista por muitos analistas como um movimento que redefine as relações entre países. Esse processo sinaliza o surgimento de uma nova ordem mundial, marcada pela disputa de influência entre EUA e China. Por enquanto, o resultado dessa política externa é um dólar mais fraco, que tem o objetivo de aumentar as exportações americanas.

Brasil poderia se beneficiar mais da rotação

Com isso, parte do capital busca a Europa como porto relativamente mais estável no curto prazo, embora o continente também deva enfrentar pressões fiscais derivadas de mais gastos militares, motivados por esse novo rearranjo imposto por Trump ao reduzir os gastos de seu país com a proteção de aliados.

Outra parte desse capital que sai dos EUA também vem para emergentes.

Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, compara o cenário americano com a situação brasileira, onde também existe aumento da dívida pública, ao mesmo tempo em que a bolsa bate recordes – acima dos 145 mil pontos, o Ibovespa está no seu maior nível histórico. O analista destaca que, hoje, os investidores têm um horizonte de planejamento mais curto, operando trimestre a trimestre, em vez de pensar no longo prazo.

Publicidade

Essa visão ajuda a contextualizar os movimentos bruscos de mercado, como a valorização da Magazine Luiza (MGLU3) em mais de 30% neste mês. “Mais do que contraditório, eu diria que o mercado está cada vez mais olhando para um prazo menor, mais curto, devido ao fluxo intenso de informações e à maior volatilidade.”

Investidor estrangeiro puxa a Bolsa

O caso da Magalu é emblemático, avalia, com a valorização impulsionada pela expectativa de cortes futuros e pelo fechamento de posições vendidas (short squeeze). Esse fenômeno acontece com investidores que alugam ações e vendem esses papéis esperando desvalorização para recomprá-los e embolsar a diferença. Mas, em vez de cair, os preços dessas ações sobem – então aqueles que estão vendidos passam a fazer a operação contrária para evitar um prejuízo maior, amplificando ainda mais a tendência de alta do papel. O short squeeze chamou muita atenção em 2021, com as  ações da empresa norte-americana GameStop.

No Brasil, quem sustenta o rali recente de alta na Bolsa é o investidor estrangeiro. O diferencial de juros, com a Selic elevada (15%), mantém o país atrativo para o chamado “carry trade”, em que investidores captam recursos em países com juros mais baixos e aplicam em mercados com juros altos, buscando lucro.

Esses movimentos favorecem o real, com o câmbio em queda e os ativos brasileiros, com a Bolsa registrando recordes, resultado da maior entrada de capital estrangeiro no 1º semestre em 3 anos em 2025. Mas há teto, pois o risco fiscal e o calendário eleitoral de 2026 limitam um ciclo mais duradouro de valorização. “Se o Brasil tivesse o fiscal mais ajustado, poderia surfar melhor essa onda externa positiva”, diz Perez.

O que fazer com a carteira neste cenário desafiador?

Numa conjuntura de certa forma inédita e mostrando sinais contraditórios, a pior decisão costuma ser a impulsiva. Disciplina, diversificação e foco em fundamentos viram diferenciais, avalia o especialista. Neste sentido, renda fixa continua muito atrativa, dada a taxa doméstica elevada num diferencial de juros em relação aos EUA que pode chegar a 11 pontos até o final do ano, caso o Fed traga mais um corte de 0,25 pontos (para a faixa de 3,75%-4,00%) e o Copom, aqui no Brasil, mantendo os 15% da Selic.

O ciclo de cortes nos EUA tende a enfraquecer o DXY, indicador que mede o dólar frente a outras moedas globais. “A moeda brasileira vem performando bem frente ao dólar, embora mais por fundamentos de um dólar mais fraco do que por um real mais forte”, observa Moreira, da One Investimentos. Ele recomenda que os investidores dolarizem parte do patrimônio, como forma de proteção. “O dólar é a principal moeda do mundo e uma forma de se proteger de riscos tanto no cenário brasileiro quanto global.”

Publicidade

No longo prazo ele cita títulos americanos de 20 ou 30 anos, que hoje oferecem taxas atrativas com risco baixo. Para curto prazo, recomendam-se ações sensíveis a juros, tanto nos EUA quanto no Brasil, que tendem a se valorizar com o ciclo de cortes. “Ativos locais ainda exigem cautela em função dos riscos fiscais e do cenário eleitoral de 2026“, diz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Donald Trump
  • Federal Reserve
  • Juros
  • mercados globais
Cotações
12/02/2026 0h53 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 0h53 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 3

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje: Suzano (SUZB3) e Tim (TIMS3) disparam após balanço; Totvs (TOTS3) lidera perdas
Mercado
Ibovespa hoje: Suzano (SUZB3) e Tim (TIMS3) disparam após balanço; Totvs (TOTS3) lidera perdas

Mercado repercutiu payroll, relatório oficial de emprego dos EUA, que veio acima do esperado

11/02/2026 | 21h06 | Por Beatriz Rocha
BB (BBAS3): lucro do 4T25 supera previsões, mas agro preocupa: como o mercado deve receber o balanço?
Mercado
BB (BBAS3): lucro do 4T25 supera previsões, mas agro preocupa: como o mercado deve receber o balanço?

Lucro da empresa no 4T25 veio 36% acima da projeção dos analistas consultados pelo Prévias Broadcast

11/02/2026 | 20h48 | Por Beatriz Rocha
Inter (INBR32) lucra R$ 374 milhões no 4T25 e paga dividendos: “Grande demais para ignorar”
Mercado
Inter (INBR32) lucra R$ 374 milhões no 4T25 e paga dividendos: “Grande demais para ignorar”

Banco digital encerra 2025 com lucro de R$ 1,3 bilhão, ROE de 13,8% e aceleração do crédito, mas despesas e qualidade de ativos dividem analistas

11/02/2026 | 15h10 | Por Isabela Ortiz
O que o payroll de janeiro nos EUA diz sobre o futuro do dólar no Brasil após 130 mil vagas
Mercado
O que o payroll de janeiro nos EUA diz sobre o futuro do dólar no Brasil após 130 mil vagas

Relatório de emprego reforça resiliência da economia americana, sustenta juros elevados por mais tempo e influencia o câmbio global

11/02/2026 | 14h20 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador