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Cotas do fundo CACR11 despencam até 16% após corte bilionário em CRIs da carteira

O fundo é gerido pela Cartesia Investimentos e administrado pelo Banco Daycoval

Por Circe Bonatelli

22/09/2025 | 11:26 Atualização: 22/09/2025 | 11:26

(Foto: Adobe Stock)
(Foto: Adobe Stock)

As cotas do fundo de investimento imobiliário (FII) Cartesia Recebíveis Imobiliários (CACR11) caíam 12,8% às 10h33 (de Brasília), após sair de leilão pela oscilação máxima permitida. No início do pregão, as cotas chegaram a recuar 16%. Trata-se da maior baixa do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários da B3 no dia. No mesmo horário, o Ifix tinha retração de 0,13%.

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No sábado (20), o fundo comunicou que reduziu em R$ 60,7 milhões o valor de mercado de quatro certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) que integram a sua carteira. Esses CRIs representam 56,87% da carteira. O fundo é gerido pela Cartesia Investimentos e administrado pelo Banco Daycoval.

O corte no valor dos CRIs veio após mudanças na estrutura de garantias dos títulos de dívidas e reorganizações societárias das empresas responsáveis pelos empreendimentos. Assim, o Daycoval concluiu que houve uma deterioração da qualidade de crédito dos CRIs, o que justificou o corte na precificação dos ativos, conforme mostrou a Broadcast.

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Por sua vez, a Cartesia criticou a medida e disse que não teve nada a ver com a decisão do Daycoval.

“A reprecificação de determinados ativos do CACR11 (…) acrescenta ruído relevante no já conturbado mercado. Importante mencionar que tal decisão não contou com qualquer ingerência da gestora”, descreveu.

A Cartesia Recebíveis Imobiliários (CACR11) ainda complementa dizendo que “Por tal motivo, a Cartesia vem a mercado para prestar esclarecimentos importantes aos seus cotistas e ao mercado visando assegurar que a carteira de ativos do CACR11 não apresenta qualquer deterioração em seus fundamentos”, emendou.

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