No fechamento, os papéis ordinários da companhia subiram 2,33%, a R$ 53,05. Já as ações preferenciais (ELET6) tiveream alta de 2,75% a R$ 56,05.
No caso da avaliação do UBS, o otimismo se apoia em uma combinação de fundamentos e estratégia. O banco cita o uso de múltiplo mais alto de avaliação — 7,5 vezes o Ebitda projetado para 2027 — e um cenário de energia mais cara nos próximos anos, entre 2026 e 2029. A projeção de preços médios subiu de R$ 182 para R$ 200 por MWh, com o acréscimo de um prêmio de modulação de R$ 10/MWh, resultado da capacidade das hidrelétricas de gerar energia justamente nos horários mais caros do dia. Segundo o relatório, isso adiciona R$ 1,4 bilhão ao Ebitda estimado para 2027.
O UBS destaca ainda a nova política de dividendos da companhia, que a reposiciona como pagadora relevante no curto prazo. Os analistas Giuliano Ajeje e Henrique Simoes estimam dividend yields de 10,8% em 2026 e 14,3% em 2027, uma atratividade reforçada pela taxa interna de retorno de 15,5%. “Mesmo após alta de 40% desde agosto, a relação risco-retorno segue favorável”, aponta o banco.
Já o Itaú BBA vê na venda da fatia da Eletronuclear um marco no processo de redução de risco iniciado com a privatização. A instituição mantém recomendação outperform (equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 63,3, um potencial de valorização de 22%. Para os analistas Filipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha, o negócio livra a Eletrobras de obrigações bilionárias com debêntures, reduz alavancagem e abre espaço para possíveis dividendos extraordinários, ainda que modestos, de cerca de 0,4% de yield.
“O anúncio desta transação simboliza o fim de um ciclo de ajustes e o começo de uma nova fase, mais previsível e rentável”, resume o relatório do Itaú BBA. Com vento favorável dos preços da energia e ganhos operacionais crescentes, a Eletrobras (ELET3) entra em um novo patamar de confiança entre investidores, agora impulsionada por dois dos maiores bancos do mercado.
Com informações Broadcast