O resultado, que superou estimativa feita pela Refinitiv, de 5,06 bilhões de dólares, também cresceu fortemente ante o último trimestre de 2020, quando a empresa registrou 739 milhões de dólares.
Uma das maiores produtoras globais de minério de ferro, a empresa teve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 8,35 bilhões de dólares entre janeiro e março, ante 2,882 bilhões de dólares um ano antes.
Ao excluir despesas relacionadas ao rompimento de barragem em Brumadinho (MG) e com doações devido à Covid-19, além ganho não recorrente de transferência de ativos de alumínio, o Ebitda ajustado proforma da mineradora foi de 8,467 bilhões de dólares, um recorde para um primeiro trimestre.
O preço médio de finos de minério de ferro realizado pela Vale foi de 155,5 dólares por tonelada (CFR/FOB), aumento de mais de 85% ante os 83,8 dólares por tonelada no primeiro trimestre de 2020.
Com isso, o Ebitda de Minerais Ferrosos foi de 7,811 bilhões de dólares, um recorde para um primeiro trimestre, 989 milhões de dólares abaixo do quarto trimestre, principalmente devido a volumes sazonalmente menores (2,616 bilhões de dólares), que foram parcialmente compensados por preços realizados mais elevados (1,853 bilhão de dólares).
No primeiro trimestre, a Vale fechou um acordo global relacionado a indenizações coletivas devido ao rompimento de barragem em Brumadinho, em janeiro de 2019, um marco que trouxe previsibilidade jurídica e às despesas que a companhia ainda terá para reparar os danos.