Em relatório, os analistas Yuri Pereira, Giovana Langanke e Laura Zioli destacam que o Ebitda ficou em R$ 234 milhões, 24% acima do trimestre anterior, mas 43% abaixo do mesmo período do ano passado. Mesmo com o crescimento, o valor ficou 6% inferior à projeção do próprio banco, resultando em margem de 10%. O Santander antecipa uma reação desfavorável do mercado aos resultados divulgados pela CBA.
No recorte por negócios, aponta o trio, o alumínio respondeu positivamente: o Ebitda da área somou R$ 262 milhões, alta de 22% em relação ao trimestre anterior e 10% acima do estimado pelo Santander. Já o segmento de energia registrou resultado negativo de R$ 6 milhões, desempenho melhor que a perda de R$ 18 milhões verificada no segundo trimestre e superior à estimativa negativa de R$ 11 milhões da instituição.
As vendas de alumínio primário atingiram 72 mil toneladas, avanço de 18% ante o trimestre anterior e de 7% ante o último ano, impulsionadas, na visão dos analistas, pelo aumento nos embarques de lingotes. A comercialização de produtos transformados manteve-se estável em 34 mil toneladas, enquanto as vendas de material reciclado subiram 7%, para 26 mil toneladas.
O custo de produção do alumínio líquido permaneceu perto de R$ 12.121 por tonelada, mesmo com o reativamento da refinaria de alumina após manutenção e a retomada da produção de metal líquido, pondera o Santander. No fluxo de caixa, a companhia gerou R$ 42 milhões, revertendo o consumo de R$ 210 milhões visto no trimestre anterior. Segundo o banco, essa virada se explica, principalmente, pela liberação de R$ 195 milhões em capital de giro, decorrente da redução de estoques e contas a receber.
O Santander tem recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da CBA (CBAV3), com preço-alvo de R$ 10, um potencial de alta de 100,8% ante o último fechamento.