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Citi vê início de ciclo de desalavancagem na Brava (BRAV3) e reforça compra, com potencial de alta de 63%

Banco destaca resultados sólidos da petroleira no 3º trimestre de 2025, com redução da dívida líquida e custos menores de extração

Por Vinícius Novaes

06/11/2025 | 15:07 Atualização: 06/11/2025 | 15:10

O Citi avalia que o balanço da Brava (BRAV3) marca o início de uma fase de desalavancagem, com dívida líquida em queda e custos de extração menores. (Imagem: Adobe Stock)
O Citi avalia que o balanço da Brava (BRAV3) marca o início de uma fase de desalavancagem, com dívida líquida em queda e custos de extração menores. (Imagem: Adobe Stock)

O Citi avalia que o balanço da Brava (BRAV3) no terceiro trimestre de 2025 marca o início de uma tendência de desalavancagem, um resultado considerado positivo e em linha com as estimativas do banco.

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A petroleira registrou receita líquida de cerca de R$ 3 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. A leve variação decorreu, aponta o Citi, do aumento da produção de óleo e gás e da alta de 11% nos preços de gás natural, compensados por queda de 4% no volume de combustíveis vendidos e recuo de 1% na cotação do petróleo.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,3 bilhão, montante já previsto pelo Citi. O custo de extração caiu para US$ 15,7 por barril de óleo equivalente, retração de 10% ante o trimestre anterior e de 21% frente a igual período do ano passado, graças, segundo o banco, ao maior peso da produção em águas profundas.

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O lucro líquido ficou em torno de R$ 121 milhões, afetado, conforme os analistas Gabriel Barra, Pedro Gama e Andrés Cardona, pelo efeito não caixa da venda, com perda, de créditos do FPSO Atlanta registrada no resultado financeiro.

A geração de caixa operacional alcançou R$ 1,3 bilhão, já descontados R$ 40 milhões em gastos de abandono, mas teve impacto negativo do aumento de estoques e do desconto maior no petróleo de Atlanta, destaca o banco. O capex totalizou R$ 616 milhões, recuo de 19% ante o trimestre anterior, refletindo, segundo os analistas, um menor desembolso em perfuração onshore (-34%) e menor investimento em integridade no campo de Papa Terra (-6%).

No período, a Brava pagou R$ 366 milhões em juros e leasing, recebeu R$ 260 milhões pela venda de ativos de infraestrutura à RECV3, embolsou R$ 1,4 bilhão com a cessão de créditos do FPSO Atlanta e desembolsou R$ 188 milhões em earn-outs de Peroá e Papa Terra. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 9 bilhões (US$ 1,7 bilhão), redução de 16% em reais, levando a alavancagem a 2,3 vezes o Ebitda, 0,8 ponto abaixo do trimestre anterior.

Para o Citi, o corte de investimentos na operação onshore já mostra efeitos: o capex por barril caiu 13% (-US$ 2/bbl) enquanto o Ebitda por barril encolheu apenas 2%. Os analistas mantêm visão favorável sobre a ação, sustentada pela expectativa de continuidade da desalavancagem, apoiada na produção robusta, capex controlado e hedge que garante piso de US$ 61 por barril, o que pode transformar a Brava em pagadora interessante de dividendos no futuro.

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O Citi tem recomendação de compra para as ações da Brava (BRAV3). O preço-alvo é de R$ 25, o que representa um potencial de valorização de 62,9%, ante o último fechamento.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

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