• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Banco Master chocou o mercado em 2025: veja linha do tempo do acordo com o BRB e seus impactos

A queda do Banco Master em 2025 expôs fraudes, abalou o FGC e redefiniu risco dos CDBs

Por Leo Guimarães

27/11/2025 | 9:39 Atualização: 27/11/2025 | 9:39

A tentativa de venda ao BRB expôs fragilidades e acelerou a queda do Master. Foto: AdobeStock
A tentativa de venda ao BRB expôs fragilidades e acelerou a queda do Master. Foto: AdobeStock

O ano de 2025 marcou o ápice das atenções sobre o Banco Master, culminando em sua liquidação e na prisão de Daniel Vorcaro e outros dirigentes, acusados de fraudes bilionárias.

Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A instituição financeira tornou-se protagonista de uma sequência de eventos que testou a confiança do mercado, expôs as fragilidades de parte do sistema bancário, levantou dúvidas sobre a saúde do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e jogou um pouco de luz sobre como a relação  de executivos com os poderosos de Brasília podem blindar operações duvidosas.

Por outro lado, o episódio serviu de lição para investidores (e também corretoras), que passaram a reavaliar os riscos nos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de bancos médios.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

“Depois de toda essa questão do Master, os bancos médios sólidos começaram a se diferenciar daqueles que têm balanços mais arriscados”, comenta Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos.

Segundo ela, instituições como Will Bank (banco digital do Master que não foi incluído na liquidação do Banco Central), Voiter (vendido pelo Master, reestruturado e hoje é o Banco Pleno) e Original sentiram, ao longo do processo, o reflexo imediato na queda de demanda por seus papeis.

Enquanto isso, nomes mais robustos, como Daycoval, Paraná Banco e ABC Brasil, seguiram captando normalmente, ainda que a taxas mais baixas.

Mudanças no mercado

Houve reflexos também na parte de regulamentação.  O caso do Master levou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a endurecer as regras do FGC, limitando taxas de CDB a 120% do CDI.

No lado da oferta, corretoras e assessores passaram a reduzir a ênfase na cobertura de até R$ 250 mil do FGC, propaganda usada como uma forma de distração sobre os riscos. “Acho que esse discurso diminuiu por conta dessa questão do Master. Mas, fora isso, não houve grandes mudanças”, avalia Marília, ressaltando que os bancos médios mais sólidos continuam captando através de CDBs. “Não houve movimento estrutural.”

Publicidade

Os CDBs emitidos pelo Master já chamavam atenção do mercado antes mesmo de o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, anunciar a compra da instituição bancária no final de março.

O negócio, estimado em R$ 2 bilhões por 58% do capital, acendeu a polêmica sobre a real capacidade do banco de honrar seus compromissos.

Desde então, o Master e o seu presidente, Daniel Vorcaro, que manteria o controle do negócio após o acordo, não saíram mais das manchetes.

O início da saga

Foi a partir de 2021 que o Master (ex-Máxima) passou a emitir certificados bancários com retornos acima da média, para milhares de investidores brasileiros que confiavam no FGC.  Se o banco quebrasse, haveria a garantia de R$ 250 mil por CPF. Especialistas chamavam atenção justamente para esse fato.

O FGC estava servindo  como “garoto propaganda” de títulos que prometiam retornos acima da média, a 140% do CDI. Os títulos do Master sozinho representam cerca de 42% do fundo.

Publicidade

E após toda a repercussão, os CDBs do Master dispararam no mercado secundário, com retornos acima de 20%, 30% nos prefixados, pagando mais que 180% do CDI nos pós-fixados e chegaram a pagar 30% de juros reais no IPCA +. Com medo de calote, quem tinha o papel estava se desfazendo “a qualquer preço”, aumentando a remuneração daqueles que queriam arriscar título até o vencimento.

Master entra de vez nos holofotes

Após o anúncio do negócio com o BRB, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) abriu uma ação para impedir a transação, em função de irregularidades. Entre elas, o fato de o Conselho de Administração do Banco de Brasília não ter convocado assembleia de acionistas. Poucas semanas depois, a Justiça do DF acatou o pedido e impediu a assinatura do contrato.

Em maio, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar o suposto envolvimento do Banco Master em crimes contra o sistema financeiro, incluindo suspeitas de gestão fraudulenta.

O Banco Central terminou bloqueando a venda do Banco Master ao BRB devido a irregularidades encontradas em auditorias, relativas a venda de ativos realizadas desde o final de 2024. Com a decisão do BC, os CDBs do Master com vencimento para junho de 2026 chegaram a pagar 181,5% do CDI na plataforma da XP Investimentos.

Em outra frente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que fundos ligados ao Banco Master e ao megainvestidor Nelson Tanure atuaram em conjunto com o controlador e CEO da Ambipar (AMBP3), Tercio Borlenghi Junior, para inflar as ações da companhia de gestão ambiental de entre junho e agosto de 2024.

Publicidade

O órgão regulador do mercado de valores mobiliários também passou a investigar possíveis irregularidades relacionadas às demonstrações financeiras do BRB, acusando 14 executivos do banco, entre eles, o CEO Paulo Henrique Costa. Logo em seguida, o BRB anunciou rescisão de contrato com os controladores do Master.

Para completar as polêmicas, Vorcaro foi  envolvido na Operação Carbono Zero, que investigou a lavagem de dinheiro pelo PCC na Faria Lima.  A Banvox DTVM foi citada pela Polícia Federal como uma das investigadas na operação. Os sócios dessa distribuidora tinham ligações com o executivo e deteve, até 2024, 22% de participação acionária no banco.

Prejuízos para a sociedade

A crise do banco também evidenciou o risco a que os aposentados e pensionistas de fundos de previdência estão expostos no mercado. O fundo de aposentadoria dos funcionários públicos do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, adquiriu R$ 2,6 bilhões em títulos emitidos pela instituição de Vorcaro, correspondente a 1/4 de todos os recursos do fundo. Segundo o Tribunal de Contas (TCE-RJ) havia indícios de irregularidades nas operações e proibiu novas movimentações.

Também vieram à tona empresas expostas aos títulos do Master, a exemplo da Oncoclínicas (ONCO3), que através de comunicado informou que tinha mais de R$ 478 milhões em títulos do banco, mas que havia negociado o resgate desses CDBs.

Já era tarde demais para a Oncoclínicas e também para os aposentados do Rio. No dia 18 de novembro o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. Na noite anterior, Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos quando tentava embarcar para Dubai. Segundo sua defesa, ele iria viajar para tratar da venda do Master ao Grupo Fictor, operação anunciada poucos dias antes.

Lições que o caso Master deixam

A prisão do executivo foi a etapa mais midiática da Operação Compliance Zero, fruto da investigação iniciada em maio. Vorcaro é suspeito de ter envolvimento em irregularidades de R$ 12 bilhões na emissão de títulos falsos e lavagem de dinheiro, numa apuração realizada em conjunto com o Banco Central e  com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Publicidade

Ao longo de todo o ano, as reuniões e conversas de bastidores com a cúpula do Banco Central, festas milionárias, viagens de jatinhos com políticos e autoridades dos três poderes, gastos milionários com  consultorias jurídicas  foram sendo mostradas pela imprensa, revelando uma rede de conflitos de interesses. As histórias e os prejuízos envolvendo o Banco Master apenas começaram em 2025.

“Uma das principais lições é que a emissão de CDBs e outros títulos garantidos pelo FGC precisam ser mais bem regulados pelo Banco Central”, avalia Carlos Portugal Gouvea, sócio do PGLaw e professor da USP.  Ele lembra que o mercado brasileiro é vítima recorrente de fraudes.

Por isso, são necessários investimentos para que os reguladores tenham capacidade de fazer auditorias profundas no sistema financeiros e no mercado de capitais, defende o especialista. “O país sobrevive, mas não conseguimos sair do subdesenvolvimento. Ficamos presos em um círculo vicioso no qual a nossa riqueza fica sendo apropriada por oportunistas.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • banco master
  • bancos médios
  • CDBs
  • FGC
  • Fraude
  • regulação
  • retrospectiva
Cotações
12/02/2026 6h45 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 6h45 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 3

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 4

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Mercado
Vale (VALE3): analistas esperam 4T25 positivo, mas ação em nível recorde divide opiniões
Mercado
Vale (VALE3): analistas esperam 4T25 positivo, mas ação em nível recorde divide opiniões

Papel da mineradora chegou a superar nível de R$ 90 na quarta-feira (11) e já sobe mais de 25% no ano

12/02/2026 | 05h30 | Por Beatriz Rocha
Ibovespa hoje coloca PIB do Reino Unido e pedidos de seguro-desemprego nos EUA no radar
Mercado
Ibovespa hoje coloca PIB do Reino Unido e pedidos de seguro-desemprego nos EUA no radar

Agenda internacional concentra bateria de indicadores, enquanto mercado digere recorde histórico do índice na véspera

12/02/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich
Ibovespa hoje: Suzano (SUZB3) e Tim (TIMS3) disparam após balanço; Totvs (TOTS3) lidera perdas
Mercado
Ibovespa hoje: Suzano (SUZB3) e Tim (TIMS3) disparam após balanço; Totvs (TOTS3) lidera perdas

Mercado repercutiu payroll, relatório oficial de emprego dos EUA, que veio acima do esperado

11/02/2026 | 21h06 | Por Beatriz Rocha
BB (BBAS3): lucro do 4T25 supera previsões, mas agro preocupa: como o mercado deve receber o balanço?
Mercado
BB (BBAS3): lucro do 4T25 supera previsões, mas agro preocupa: como o mercado deve receber o balanço?

Lucro da empresa no 4T25 veio 36% acima da projeção dos analistas consultados pelo Prévias Broadcast

11/02/2026 | 20h48 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador