Na nova edição do plano, a estatal projeta US$ 109 bilhões em investimentos totais — montante cerca de 2% inferior ao estimado anteriormente e 1,8% abaixo do plano vigente. Para 2026, o Capex foi ajustado para US$ 19,4 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 19,6 bilhões previstos no plano atual.
Mesmo antes da divulgação oficial, o mercado já antecipava a redução do Capex da petroleira. O Itaú BBA projetava um corte de 4,5% na soma prevista para os próximos cinco anos, para US$ 106 bilhões. Já a Ágora Investimentos trabalhava com um valor ainda menor, de US$ 98 bilhões.
A redução no Capex ocorre em um momento de queda nos preços do barril de petróleo e, consequentemente, nas receitas projetadas da Petrobras. Ou seja, com o barril mais barato, a estatal tende a ter menos margem para sustentar investimentos de maior porte.
Este é o segundo plano apresentado pela companhia sob o comando de Magda Chambriard. No horizonte do PN 2026-30, a Petrobras prevê US$ 91 bilhões em projetos da Carteira em Implantação e US$ 18 bilhões na Carteira em Avaliação, “composta por oportunidades com menor grau de maturidade”, diz o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quinta-feira.
Do total de investimentos do novo plano, US$ 78 bilhões serão voltados ao setor de Exploração e Produção (E&P), US$ 1 bilhão a mais do que o plano vigente entre 2025-2029. No entanto, o investimento em implantação de projetos da área caiu para US$ 69 bilhões ante US$ 76 bilhões do atual plano. Já o investimento em Refino, Transporte e Comercialização (RTC) foi mantido em US$ 20 bilhões.
De acordo com o Plano de Negócios da Petrobras (PETR3;PETR4), as medidas para otimizar custos devem gerar uma redução média anual de 8,5% ou US$ 12 bilhões em economia nos gastos operacionais gerenciáveis entre 2025 e 2030.