Os índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira (12), após o Dow Jones e o S&P 500 marcarem recordes no fechamento da véspera.
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Os índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira (12), após o Dow Jones e o S&P 500 marcarem recordes no fechamento da véspera.
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O Nasdaq foi pressionado ainda pela apreensão crescente sobre a contratação de crédito para planos ligados ao uso da Inteligência Artificial (IA).
“O setor de tecnologia teve um ano muito bom, mas, no curto prazo, falta um catalisador”, disse Keith Lerner, estrategista-chefe de mercado da Truist Advisory Services, após a frustração com a Oracle (ORCL). “O mercado está pensando: ‘Em quais outras áreas podemos investir?'”, completa.
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Na agenda, as participações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em eventos hoje ficaram no foco em sessão sem indicadores relevantes.
A presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, demonstrou maior preocupação com a fragilidade do mercado de trabalho do que com os riscos de alta da inflação, em discurso na Câmara do Comércio de Delaware nesta sexta-feira. Segundo ela, a oferta de mão de obra tem diminuído ao mesmo tempo que a demanda tem arrefecido.
Já Austan D. Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, disse que discordou do corte de juros de 25 pontos-base por considerar “mais prudente esperar por mais informações” antes de reduzir a taxa novamente. Ele lembrou que votou por cortes em setembro e outubro, mas afirmou que a falta de dados recentes, sobretudo de inflação, tornou precipitada a nova decisão.
Por sua vez, Jeffrey R. Schmid, presidente do Fed de Kansas, afirmou que a inflação americana permanece muito alta, a economia mostra um impulso contínuo e o mercado de trabalho – embora esteja esfriando – segue em grande parte equilibrado, o que justifica seu voto por uma manutenção dos juros na reunião de dezembro.
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“Considero a postura atual da política monetária apenas moderadamente restritiva, se é que é restritiva. Com essa avaliação, minha preferência foi manter a meta para a taxa básica de juros inalterada na reunião desta semana”, disse, ao acrescentar que, para ele, pouco mudou desde a decisão de outubro. “Não alterei fundamentalmente minha visão sobre a economia em relação a outubro”, mencionou.
O dólar hoje buscou uma estabilização, após perdas ante principais pares globais na véspera. A libra aprofundou a queda. A economia do Reino Unido contraiu-se pelo segundo mês consecutivo em outubro, em meio às expectativas sobre a reunião do Banco da Inglaterra na próxima semana. Já indicadores de inflação na Alemanha apenas confirmaram a prévia e não geraram reação no euro.
No fechamento, o Nasdaq teve queda de 1,69%, o S&P 500 encerrou em baixa de 1,07% e o Dow Jones cedeu 0,51%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, terminou em leve alta de 0,05%, a 98,399 pontos.
Entre as ações individuais, a Broadcom (AVGO) recuou 11,43% mesmo após divulgar resultados fortes, ao não conseguir dissipar dúvidas sobre sua dependência de clientes como a OpenAI e sobre suas perspectivas de vendas. Já a Lululemon (LULU) disparou 9,60% após entregar números acima do esperado. A Warner Bros. Discovery (WBD) avançou 1,66% em meio à expectativa por uma eventual oferta de compra mais alta, enquanto a Eli Lilly (LLY) subiu 1,8% após divulgar resultados positivos em um estudo clínico de um medicamento.
*Com informações de Patricia Lara, da Broadcast
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