Segundo Bernardo Viero, analista da Suno Research, o patamar de rendimento mensal hoje é mais contido. “Atualmente, esperamos o equivalente a uma média de 0,5% ao mês em dividendos, o que resultaria em R$ 5 a cada R$ 1.000 em ações”, afirma.
Em termos práticos, isso significa que um investidor que mantenha R$ 1.000 aplicados em BBAS3 pode receber, em média, cerca de R$ 5 por mês apenas em proventos, desconsiderando eventuais oscilações no preço da ação.
Esse número, contudo, não deve ser analisado de forma isolada. O próprio Viero ressalta que o rendimento atual está abaixo do observado em períodos recentes. Ainda assim, isso não implica uma deterioração estrutural do papel. Pelo contrário: o analista avalia que há espaço para melhora adiante, especialmente à medida que o banco avança no ajuste da sua carteira de crédito.
Para ele, embora o retorno mensal em dividendos hoje pareça modesto, “é um número que, muito embora seja baixo em relação ao histórico recente, deve subir conforme o banco realizar o saneamento da sua carteira de crédito”.
Além dos dividendos, vale lembrar que o retorno total de um investimento em ações não se limita ao fluxo mensal de proventos. A valorização, ou desvalorização, do papel ao longo do tempo também pesa na conta. No caso do Banco do Brasil, o mercado acompanha de perto fatores como inadimplência, rentabilidade, política de distribuição de lucros e o ambiente macroeconômico, todos determinantes para o desempenho das ações.
Ao investir R$ 1.000 em BBAS3, o investidor não deve enxergar o papel como uma “renda mensal fixa”, mas como um ativo de renda variável que combina dividendos periódicos com potencial de valorização no médio e longo prazo. No cenário atual, os cerca de R$ 5 por mês funcionam mais como um complemento de retorno, enquanto a tese de investimento segue ligada à evolução dos resultados do banco e à sua capacidade de sustentar, e eventualmente ampliar, a geração de lucros e dividendos.