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Enquanto Wall Street aposta no blockchain, o DeFi avança fora do radar; entenda o movimento

O mercado cripto em 2025 foi moldado por duas forças: a adoção institucional e o avanço silencioso das finanças descentralizadas

Por Jeff John Roberts, da Fortune

22/12/2025 | 16:08 Atualização: 22/12/2025 | 16:16

Bancos e gestoras tradicionais avançam sobre o blockchain, enquanto plataformas DeFi ampliam participação nas negociações e reacendem o debate sobre o verdadeiro significado da descentralização. (Foto: Adobe Stock)
Bancos e gestoras tradicionais avançam sobre o blockchain, enquanto plataformas DeFi ampliam participação nas negociações e reacendem o debate sobre o verdadeiro significado da descentralização. (Foto: Adobe Stock)

É época dos textos sobre a “maior história do ano” e, quando o assunto é cripto, a escolha em 2025 não é difícil. A opção óbvia é a adoção escancarada do setor por Wall Street, com bancos e grandes empresas praticamente disputando quem mostra mais entusiasmo por stablecoins e ativos tokenizados. Mas, olhando um pouco mais de perto, dá para perceber que 2025 também foi marcado por outra tendência relevante, embora bem mais sutil: a expansão contínua do DeFi e das tecnologias descentralizadas.

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Isso ficou evidente no crescimento expressivo de plataformas DeFi como a Hyperliquid e na decisão da Coinbase, na semana passada, de adicionar o Jupiter (um dos principais agregadores de negociação descentralizada na Solana) ao seu aplicativo.

Movimentos como esses ajudaram as exchanges descentralizadas a abocanhar uma fatia maior do volume total de negociações em cripto, com os degens já respondendo por uma participação de dois dígitos no mercado spot.

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O CEO da Maple Finance, um dos principais nomes do ecossistema descentralizado, chegou a afirmar nesta semana que “o DeFi está morto”, sugerindo que as negociações on-chain cresceram tanto que estão prestes a engolir por completo os sistemas convencionais.

O comentário do executivo também chama atenção para a confusão que provavelmente enfrentaremos, nos próximos anos, sobre o que exatamente significa o termo “descentralizado”.

Para entusiastas veteranos do blockchain, o conceito envolve usar essa tecnologia para criar alternativas mais democráticas a instituições poderosas, incluindo grandes bancos, mas também gigantes como Google e Facebook.

Mas, se essa é a promessa das criptomoedas, como interpretar o fato de JPMorgan e BlackRock estarem lançando novos fundos monetários on-chain, acessíveis apenas a quem tem US$ 5 milhões ou mais para investir?

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É, sem dúvida, uma vitória o fato de a tecnologia blockchain ter se mostrado tão eficiente a ponto de os nomes mais respeitados das finanças tradicionais passarem a utilizá-la.

Ainda assim, é difícil se empolgar com grandes corporações usando blockchains para negociar papéis comerciais quando o objetivo original era democratizar amplas parcelas da sociedade e da economia. A situação lembra aquela velha ironia: “Prometeram carros voadores, mas nos entregaram 140 caracteres.”

Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA. 

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