Isso ficou evidente no crescimento expressivo de plataformas DeFi como a Hyperliquid e na decisão da Coinbase, na semana passada, de adicionar o Jupiter (um dos principais agregadores de negociação descentralizada na Solana) ao seu aplicativo.
Movimentos como esses ajudaram as exchanges descentralizadas a abocanhar uma fatia maior do volume total de negociações em cripto, com os degens já respondendo por uma participação de dois dígitos no mercado spot.
O CEO da Maple Finance, um dos principais nomes do ecossistema descentralizado, chegou a afirmar nesta semana que “o DeFi está morto”, sugerindo que as negociações on-chain cresceram tanto que estão prestes a engolir por completo os sistemas convencionais.
O comentário do executivo também chama atenção para a confusão que provavelmente enfrentaremos, nos próximos anos, sobre o que exatamente significa o termo “descentralizado”.
Para entusiastas veteranos do blockchain, o conceito envolve usar essa tecnologia para criar alternativas mais democráticas a instituições poderosas, incluindo grandes bancos, mas também gigantes como Google e Facebook.
Mas, se essa é a promessa das criptomoedas, como interpretar o fato de JPMorgan e BlackRock estarem lançando novos fundos monetários on-chain, acessíveis apenas a quem tem US$ 5 milhões ou mais para investir?
É, sem dúvida, uma vitória o fato de a tecnologia blockchain ter se mostrado tão eficiente a ponto de os nomes mais respeitados das finanças tradicionais passarem a utilizá-la.
Ainda assim, é difícil se empolgar com grandes corporações usando blockchains para negociar papéis comerciais quando o objetivo original era democratizar amplas parcelas da sociedade e da economia. A situação lembra aquela velha ironia: “Prometeram carros voadores, mas nos entregaram 140 caracteres.”
Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.