As negociações foram realizadas na segunda-feira (22). Consequentemente, os acionistas controladores – a Itaúsa e o Grupo MS – passaram a deter, em conjunto, 137.512.422 ações preferenciais da Alpargatas, o que equivale a uma fatia de 40,03% do total desses ativos.
Em correspondência enviada pela Itaúsa com o Grupo MS, os acionistas controladores da varejista informaram que não há qualquer pretensão de alterar a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.
Também destacaram que todas as ações preferenciais adquiridas encontram-se vinculadas ao acordo de acionistas celebrado em 20 de setembro de 2017.
A Alpargatas se envolveu em polêmica recente, após um comercial da sua marca Havaianas despertar reação negativa em políticos de direita. No vídeo, a atriz Fernanda Torres faz uma brincadeira com a expressão “pé direito” e deseja que as pessoas comecem 2026 com os “dois pés na porta, na estrada, na jaca”.
“Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar: a sorte não depende de você. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, na estrada, na jaca, onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés”, diz Torres.
Na segunda-feira (22), os papéis da Alpargatas recuaram 2,39% na Bolsa brasileira, perdendo R$ 152 milhões em valor de mercado. Já na terça-feira (23), as ações subiram 4,02% e ganharam R$ 455 milhões. O montante também representou R$ 303 milhões a mais em relação ao valor de mercado da companhia na sexta-feira (19), quando a varejista era avaliada em R$ 7,444 bilhões, antes do início da polêmica.
No pregão desta sexta-feira (26), após o feriado de Natal, os ativos da Alpargatas operaram no campo negativo na Bolsa brasileira. No fechamento, os papéis da empresa cederam 0,92% a R$ 11,79.