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O dólar fechou a primeira sessão de 2026 no campo negativo. A divisa americana recuou 1,16% nesta sexta-feira (2), para R$ 5,4256. O desempenho do câmbio ocorre em meio a ajustes técnicos e movimento de realização de lucros após a valorização de 2,89% da moeda americana em dezembro de 2025. Com o desempenho negativo na sessão de hoje, a moeda chega ao menor valor de fechamento desde 15 de dezembro.
Por trás desta desvalorização, estão expectativas de cortes nos juros dos Estados Unidos ao longo do ano. A ata da reunião mais recente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) indicou apoio a cortes à frente caso a inflação desacelere, embora tenha revelado divergências no comitê. O mercado também repercute a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial, que caiu de 52,2 em novembro para 51,8 em dezembro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela S&P Global.
A retomada do otimismo com o setor de inteligência artificial também ganhou os holofotes e sustentou altas nos mercados globais, com novas empresas de IA listando ações na Bolsa de Hong Kong. “As principais bolsas internacionais encerraram a primeira sessão do ano em alta, com os índices de Nova York sustentando viés positivo diante do otimismo com tecnologia e expectativas de dados econômicos relevantes nos EUA e Europa. Na Europa, os mercados também fecharam em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia, apesar da liquidez reduzida após o feriado”, apontou a Ágora Investimentos, em relatório.
No cenário interno, a notícia de que a China começará a restringir a importação de carne bovina afetou os frigoríficos brasileiros e tirou fôlego do Ibovespa, que começou o dia em alta, mas fechou no negativo. O principal índice de ações terminou o primeiro pregão de 2026 com uma queda de 0,36%, aos 160,5 mil pontos. Para a próxima semana, os investidores acompanharão a divulgação dos dados de inflação — como o IPCA de dezembro — e indicadores de atividade.
A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicie os cortes na taxa básica de juros Selic, hoje em 15% ao ano, a partir de março. Segundo as projeções contidas no Boletim Focus do Banco Central, a taxa Selic deve terminar o ano no patamar de 12,25%. Nos EUA, as atenções se voltam para a divulgação do Payroll de dezembro, relatório oficial do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
Já no último pregão de 2025, o mercado repercutiu a queda da taxa de desemprego — que atingiu o menor nível da série histórica atual. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no trimestre encerrado em novembro recuou para 5,2%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
O indicador veio acompanhado de recorde no número de pessoas ocupadas (103,2 milhões) e no total de trabalhadores com carteira assinada (39,4 milhões). Os dados indicam força da economia e do consumo e favorecem o mercado de ações, embora possam gerar receios de prolongamento do período de manutenção da Selic em níveis elevados. Em 2025, o dólar caiu 11,18% no acumulado do ano, a maior desvalorização anual desde 2016.
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“O desemprego em mínima histórica indica que a economia brasileira segue operando, mas não elimina as tensões financeiras que se acumulam nos balanços das empresas. O dado revela resiliência do mercado de trabalho, porém convive com juros elevados, crédito mais caro e margens pressionadas, especialmente em setores mais alavancados”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.
Com informações do Broadcast
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