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Os mercados globais encerraram a semana em tom positivo, com alta nos principais índices da Europa e de Nova York, mesmo após a divulgação do relatório de empregos dos EUA (payroll) com sinais mistos. A criação de vagas abaixo do esperado reforçou a percepção de desaceleração gradual da economia americana, enquanto a queda na taxa de desemprego e o avanço dos salários mantêm alguma pressão sobre a renda.
Esse quadro sustenta a expectativa de juros estáveis pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) até abril, o que manteve os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro estadunidense, em alta e o dólar fortalecido no exterior.
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No mercado de commodities, o petróleo avançou apoiado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
No Brasil, o Ibovespa hoje acompanhou o tom positivo e avançou 0,27%, aos 163.370 pontos, com giro financeiro de R$ 22,2 bilhões, impulsionado pelo avanço do petróleo em meio à leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em linha com as projeções, embora os núcleos sigam pressionados.
A curva de juros futuros reduziu a alta após os dados do payroll, mas os vencimentos curtos permanecem tensionados pela inflação de serviços, limitando a precificação de cortes na Selic no início do ano.
O leilão de NTN-F 2037 pelo Tesouro, título prefixado de longo prazo usado para captar recursos e medir o apetite do mercado por juros mais longos, reforçou a cautela na parte longa da curva., enquanto no câmbio o dólar recuou 0,43% frente ao real, cotado a R$ 5,37.
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