A valorização do petróleo beneficiou o principal índice de ações da B3 desde a abertura, impulsionando as petroleiras da Bolsa, como a Petrobras (PETR3; PETR4). A estatal ganhou 3,41% nos ativos ordinários e 2,57% nos preferenciais.
Mesmo assim, a queda dos índices de ações em Nova York limitou o impulso do índice Ibovespa hoje, somado ao recuo de 0,24% do minério de ferro na China.
Entre os fatores que pressionaram o Ibovespa hoje ainda se somou a cautela política, após pesquisa Meio/Ideia divulgada mais cedo. O levantamento indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição no pleito de outubro. “Aumenta a chance de reeleição de Lula, o que reduz a chance de mudança fiscal para algo reformista”, diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.
No exterior, as atenções se voltaram para o CPI, nos EUA. O índice subiu 0,3% em dezembro, em base ajustada sazonalmente, segundo dados do Departamento do Trabalho. Na comparação anual, o CPI avançou 2,7% em dezembro. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam para o mês altas de 0,3% e 2,7%, respectivamente.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços prestados caiu 0,1%, ante projeção mediana de alta de 0,1%. O resultado não deve mudar a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano no Comitê de Política Monetária (Copom) neste mês.
Quanto ao Bancos Master, foi decidido de forma conjunta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central a realização de uma inspeção para analisar a documentação da instituição.
No campo corporativo, foco em Vale (VALE3). A Capital World Investors (CWI), maior gestora do mundo com mais de US$ 3 trilhões em ativos administrados, aumentou sua participação na mineradora. No pregão, VALE3 avançou 0,82%.
No câmbio, o dólar hoje avançou ante pares principais e ante o real. No fechamento, a moeda americana valorizou 0,06%, a R$ 5,3759 na venda.
Ibovespa hoje: os destaques do mercado de ações nesta terça-feira (13)
Bolsas de NY caem com CPI dos EUA e balanços
Investidores reagiram à divulgação do CPI de dezembro nos EUA. Após os recordes na sessão anterior, os índices em Nova York caíram. As Bolsas europeias, por sua vez, encerraram com sinais mistos.
Na Ásia, os mercados também fecharam sem direção única, com destaque para o Nikkei, que atingiu novo recorde diante da possibilidade de eleições gerais no Japão, o que pode consolidar a posição da primeira-ministra Sanae Takaichi e suas medidas econômicas. Com essa expectativa, o dólar se valorizou frente ao iene.
Entre os metais preciosos, o ouro recuou e a prata subiu, após ganhos robustos que levaram o CME Group a alterar a fórmula de cálculo das margens de negociação para esses ativos.
Também no exterior, o JPMorgan deu a largada na temporada de balanços do quarto trimestre nos Estados Unidos. O banco teve lucro líquido de US$ 13,03 bilhões no quarto trimestre de 2025, 7% menor do que o ganho de US$ 14,01 bilhões apurado em igual período do ano anterior.
Volume de serviços recua 0,1% em novembro
O volume de serviços prestados caiu 0,1% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com novembro de 2024, houve avanço de 2,5% em novembro, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, foi positiva em 2,7%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 2,7%, ante alta de 2,7% até outubro.
Para Claudia Moreno, economista do C6 Bank, os dados de atividade mostram que a economia brasileira perdeu fôlego em relação a 2024, devendo fechar 2025 com crescimento de 2,2%. “Essa desaceleração é reflexo dos juros mais altos, que tendem a limitar o consumo e desestimular investimentos”, avalia.
Quanto aos juros, Moreno mantém perspectiva da Selic em 15% na próxima reunião do Copom, no final de janeiro. “Acreditamos que o ciclo de cortes deve começar em março, com os juros chegando a 13% no fim de 2026”, pontua.
O que mais repercutiu no Ibovespa hoje
O caso do Banco Master seguiu no foco, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acertado com o Banco Central a realização de uma inspeção na autoridade monetária.
Investidores também aguardam uma análise do governo brasileiro sobre eventuais impactos na balança comercial após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar tarifas de 25% para países que negociem com o Irã. A participação do país no comércio exterior brasileiro, no entanto, é baixa, com 0,84% das exportações.
Agenda econômica do dia
Ainda na agenda, as vendas de veículos terminaram 2025 com crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano, bem abaixo da alta de 14,1% registrada em 2024 e das previsões da indústria. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, foram 2,69 milhões de unidades vendidas, segundo balanço divulgado hoje pela Fenabrave, a associação das concessionárias.
Entraram no radar ainda os leilões do Tesouro Nacional, que vendeu todo o lote de 750 mil Letras Financeiras do Tesouro (LFT) ofertadas. Foi colocado um vencimento, para 1º de março de 2032, à taxa máxima e média de 0,1050% e taxa de corte de 48,19%. O volume financeiro somou R$ 13,5 bilhões. O Tesouro também vendeu 264,2 mil de 450 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B). Foram colocados três vencimentos. O volume financeiro somou R$ 4,8 bilhões.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Maria Regina Silva e Luciana Xavier, do Broadcast