Apesar de testarem leve alta pela manhã, os índices das bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira (13). O Dow Jones mostrou a desvalorização mais acentuada entre os indicadores.
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Apesar de testarem leve alta pela manhã, os índices das bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira (13). O Dow Jones mostrou a desvalorização mais acentuada entre os indicadores.
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O movimento aconteceu após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI). O índice subiu 0,3% em dezembro em base ajustada sazonalmente, segundo dados do Departamento do Trabalho. Na comparação anual, o CPI avançou 2,7% em dezembro. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam para o mês altas de 0,3% e 2,7%, respectivamente.
As bolsas de Nova York hoje apresentaram alguma correção após Dow Jones e S&P 500 renovarem recorde no último pregão. O Dow Jones subiu 0,17%, aos 49.590,20 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,16%, aos 6.977,27 pontos e o Nasdaq teve ganho de 0,26%, aos 23.733,90 pontos.
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No câmbio, o dólar hoje subiu, com destaque para a forte valorização ante o iene, diante das crescentes expectativas de que uma possível eleição geral no Japão possa consolidar a posição política da primeira-ministra Sanae Takaichi, permitindo-lhe tomar medidas mais ousadas para impulsionar a economia.
Os juros dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) avançavam no início da manhã, mas inverteram o sinal e fecharam em queda nesta terça-feira, após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.
A inflação americana medida pelo CPI subiu 0,3% em dezembro e fechou 2025 em 2,7%. Já o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2% em dezembro em base sazonalmente ajustada.
Para Claudia Moreno, economista do C6 Bank, a inflação segue elevada. “Ao longo dos próximos meses, o aumento de tarifas comerciais imposto no ano passado pode continuar pressionando os preços de bens, o que limita o alívio da inflação no curto prazo”, avalia.
Quanto aos juros dos EUA, para a economista, as taxas se mostram atualmente perto das estimativas para o nível neutro, “o que poderia deixar o Fed em uma posição mais confortável para esperar, analisar os dados e só então decidir os próximos passos. Nesse contexto, apesar do dado de inflação mais baixo em dezembro, um novo corte de juros no final de janeiro ainda nos parece pouco provável”, avalia Moreno.
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Após os dados do CPI, as expectativas de manutenção das taxas de juros seguem majoritárias segundo monitoramento do CME Group. A probabilidade de corte de 0,25 ponto porcentual da taxa de juros em março era de 27,8%, ante 24,3% antes do dado. A hipótese de manutenção se enfraqueceu de 74,6% para 70,9%, mas ainda segue como desfecho mais provável.
Os investidores também estiveram de olho nos resultados do JPMorgan (JPMC34), dando início a uma série de divulgações de grandes instituições financeiras, como Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley, nos próximos dias. O banco teve lucro líquido de US$ 13,03 bilhões no quarto trimestre de 2025, 7% menor do que o ganho de US$ 14,01 bilhões apurado em igual período do ano anterior.
No fechamento, o Dow Jones cedeu 0,8%, o S&P 500 recuou 0,19% e o Nasdaq teve baixa de 0,1%. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,28%, a 99,134 pontos, após queda na véspera com apreensão sobre autonomia do Federal Reserve. Já as ações do JPMorgan tombaram 4,19%.
*Com informações de Patricia Lara, da Broadcast
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