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A renda fixa impulsionou o resultado, acumulando ganhos de 11,81% no ano, e a renda variável entregou retorno de 31,04%. Para 2026, a fundação planeja aumentar as alocações em renda fixa e eliminar o limite mínimo de alocação em renda variável, conforme as Políticas de Investimentos aprovadas em 2025.
Todos os planos superaram seus objetivos de retorno no acumulado do ano. O PP-2, maior plano de contribuição variável do país, somou alta de 15,24% até dezembro, ante o objetivo de 9,19%.
As Políticas de Investimento para os próximos cinco anos, aprovadas no fim de novembro pelo Conselho Deliberativo, prevêem que a estratégia de imunização, que apoiou o bom desempenho em 2025, será ampliada nos maiores planos de benefício definido – PPSP-R e PPSP-NR – a fim de fortalecer os resultados desses planos. A estratégia consiste na compra de títulos públicos com taxas superiores à meta atuarial, alinhando o vencimento desses papéis às obrigações dos planos.
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A fundação também seguirá com a imunização da parcela de benefício definido do PP-2, maior plano de contribuição variável do país, reforçando a concentração em títulos públicos federais marcados na curva. Nos planos de contribuição definida (CD) e contribuição variável (CV), além da proteção do patrimônio, a estratégia também está direcionada para a diversificação.
Para 2026, a fundação avalia que na renda fixa, que representa a maior parte dos investimentos da Petros (83%), os títulos públicos permanecem atrativos, apesar da perspectiva de início do ciclo de corte dos juros. Nos planos maduros (PPSP-R e PPSP-NR), com maioria dos participantes em fase de recebimento de benefícios, o objetivo é aumentar ainda mais a exposição à renda fixa, que, atualmente, representa 88% das carteiras de investimentos desses planos.
Em renda variável, segmento que representa 6,5% dos investimentos da Petros, a novidade será a retirada do limite mínimo de alocação, permitindo maior flexibilidade na gestão para proteção em cenários adversos.
No segmento imobiliário, que corresponde a 3% dos investimentos, a Petros manterá a estratégia de redução da vacância dos empreendimentos. Também planeja se manter atenta a oportunidades de venda de ativos que não se enquadrem no perfil da fundação. “Nos planos mais jovens ou em fase de acumulação de recursos, continuaremos com a estratégia de alocação em FIIs líquidos negociados em Bolsa para diversificação dos portfólios”, disse a entidade em nota.
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Para os investimentos estruturados, com uma fatia de 4% da carteira consolidada, permanece a vedação a novas alocações em Fundos de Investimentos em Participações (FIP), Certificados de Operações Estruturadas (COE), Private Equity (investimento essencialmente em empresas que ainda não são listadas em bolsa) e Venture Capital.
O compromisso é tornar a gestão dos ativos existentes mais eficiente e buscar oportunidades de desinvestimento, reduzindo a exposição a ativos ilíquidos e reforçando a liquidez das carteiras, conforme a Petros.
Já os fundos multimercados seguirão fazendo parte da carteira de investimento dos planos mais jovens, pois oferecem flexibilidade na gestão, diversificação de riscos e potencial de retorno acima dos índices tradicionais em diversos cenários econômicos.
Em relação aos investimentos no exterior, que funcionam como estratégia de proteção das carteiras, para o próximo ciclo, a Petros informou que manterá as alocações em ativos globais. Atualmente, essa modalidade de investimento responde por 0,5% dos investimentos, fatia que pode ser ampliada em planos com maior exposição ao risco de mercado doméstico.
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“Nosso objetivo é ampliar a proteção dos investimentos e buscar a melhor relação risco/retorno, por meio de diferentes classes de ativos, garantindo resultados consistentes no longo prazo”, disse em nota Gustavo Gazaneo, diretor de Investimentos da Petros.
Marcelo Farinha, presidente da Petros, da Petrobras (PETR3; PETR4), complementou: “Mais do que perseguir resultados imediatos, buscamos garantir segurança e equilíbrio ao longo do tempo, mantendo o foco no participante, na sustentabilidade dos planos e na perenidade da entidade.”
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