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O banco baseia a visão positiva em “níveis sólidos de produção” e na expectativa de que a cotação do Brent “não caia muito”, combinação que, segundo os analistas, sustenta uma projeção de rendimento de dividendos de 10% a 11% em 2026.
“Embora tais rendimentos não justificariam a exposição a uma empresa estatal em um mercado emergente, notamos que a Petrobras está no extremo superior do rendimento de 6% a 10% que as equipes do UBS estimam para pares globais”, disseram os analistas Tasso Vasconcellos, Matheus Enfeldt e Victor Modanese.
Segundo relatório, apenas a Shell oferece rendimento similar, também ao redor de 10%, enquanto outras majors operam entre 7% e 9% e concorrentes de mercados emergentes ficam entre 6% e 8%. “Pode haver uma desvantagem limitada nas suposições atuais, mas reconhecemos incertezas sobre o Brent e mais riscos de queda do que de alta no capex (investimento).”
O UBS BB ressalta que o novo preço-alvo para a Petrobras, estabelece que a empresa negocie com o mesmo rendimento de 10% a 11%, com base em 2027, mas a eleição presidencial no segundo semestre de 2026 e a menor flexibilidade da empresa no capex de curto prazo podem impedir uma rápida reavaliação, “razões pelas quais favorecemos outras teses de investimento em detrimento da Petrobras neste momento, como a Prio”.
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Na avaliação do banco, a discussão sobre o Brent dominará o primeiro semestre de 2026. A partir do segundo, o foco deve migrar para a eleição presidencial e seus impactos sobre a tese de investimento.
Para 2026, o cenário-base considera Brent a US$ 62 o barril, produção de 2,6 milhões de barris por dia e capex de US$ 17,5 bilhões. A sensibilidade indica variação anual de 1,1 ponto porcentual no rendimento de dividendos a cada oscilação de US$ 5 no Brent; 0,6 p.p. a cada 100 mil barris por dia na produção; e 0,3 p.p. a cada US$ 500 milhões no capex. Mesmo num quadro conservador – Brent a US$ 55, produção de 2,5 milhões de barris/dia e capex de US$ 18 bilhões – o yield ainda chegaria a cerca de 8%, acompanhado de fluxo de caixa livre para o acionista de 2 porcentagem.
Os analistas ponderam, contudo, que tal patamar não se manteria por tempo prolongado sem ajustes no consumo de caixa, o que poderia pressionar a atual fórmula de dividendos da Petrobras (PETR3; PETR4). Ainda assim, eles não veem mudanças relevantes antes do fim de 2026.
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