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Petróleo desaba mais de 4%: veja como as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) reagiram hoje (15)

Ações da estatal acompanham queda do Brent e do WTI, após falas de Trump reduzirem o risco geopolítico no Oriente Médio

Por Camilly Rosaboni

15/01/2026 | 11:58 Atualização: 15/01/2026 | 18:26

Ações da Petrobras acompanham forte queda do petróleo no mercado internacional após alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã. (Foto: Adobe Stock)
Ações da Petrobras acompanham forte queda do petróleo no mercado internacional após alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã. (Foto: Adobe Stock)

A sessão desta quinta-feira (15) foi marcada por fortes perdas para o petróleo, na esteira do alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Como reflexo direto do movimento, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam em queda desde a abertura do pregão, acompanhando o desempenho negativo da commodity.

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O petróleo fechou em queda acima de 4% nesta quinta-feira e encerra uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, com as tensões geopolíticas que vinham puxando os preços para cima perdendo ímpeto, sobretudo no Irã, à medida que avançam as negociações.

O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 4,56% (US$ 2,83), a US$ 59,19 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 4,14% (US$ 2,76), a US$ 63,76 o barril.

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O recuo ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na quarta-feira (14) que o Irã teria interrompido a repressão mais violenta aos protestos internos, incluindo execuções de manifestantes acusados de tentar derrubar o governo.

“As mortes pararam. As execuções pararam — não haverá execuções”, disse Trump, após assinar duas ordens executivas, em um discurso interpretado pelo mercado como uma redução no tom contra Teerã.

As declarações diminuíram a percepção de risco de um conflito militar iminente na região e desencadearam um forte ajuste nos preços do petróleo.

Apesar do alívio no discurso americano, o cenário segue cercado de incertezas. Ainda na quarta-feira, o chefe do Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, indicou que o país seguirá com julgamentos rápidos e possíveis execuções de pessoas detidas durante os protestos nacionais, em aparente contradição às declarações de Trump.

Petróleo despenca e pressiona ações da Petrobras

As ações do setor petroleiro caem em bloco nesta quinta-feira, revertendo o movimento positivo observado nos últimos pregões. Na terça-feira (13), o WTI atingiu o maior nível desde outubro, enquanto o Brent alcançou a máxima desde setembro de 2025, impulsionando os papéis da Petrobras. Na ocasião, as ações ordinárias subiram 3,41% e as preferenciais avançaram 2,57%.

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O movimento de alta se estendeu à quarta-feira (14), quando o petróleo voltou a subir e a estatal brasileira fechou o dia com ganhos de 3,63% nas ações ordinárias e de 2,73% nas preferenciais.

Nesta quinta-feira, no entanto, o cenário se inverte. Com a forte queda do petróleo, as petroleiras enfrentam dificuldades para sustentar ganhos na B3, a Bolsa de Valores brasileira.

No fechamento, a Petrobras teve baixa de 0,63% (PETR3) e de 1,02% (PETR4). A Brava (BRAV3), por sua vez, subiu 0,33%, Prio (PRIO3) perdeu 0,66%, e PetroReconcavo (RECV3) recuou 0,09%. O Ibovespa fechou com alta de 0,26%, aos 165.568 pontos, após renovar máxima intradia — confira mais detalhes sobre a operação do índice hoje.

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