O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (14) que as mortes no Irã resultantes da repressão do regime contra os protestos acabaram, mas evitou falar diretamente se ainda há a possibilidade de uma ação militar contra o país persa. “As mortes pararam. As execuções pararam”, disse em pronunciamento após assinar duas ordens executivas, em aparente redução no tom contra Teerã.
Nesta tarde, os contratos futuros de petróleo tombaram na sessão. O barril de WTI para fevereiro de 2026 derreteu 4,56%, enquanto o Brent para março de 2026 recuou 4,14%.
“O dólar caiu hoje no mercado doméstico em meio a um ambiente de apetite renovado por risco no cenário externo, sustentado pela suavização da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã, o que reduziu prêmios geopolíticos incorporados nos ativos durante as últimas semanas”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Com o alívio das tensões, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em queda de 0,26%, a US$ 4.623,70 por onça-troy. Já a prata para março teve leve alta de 1,05%, a US$ 92,347 por onça-troy.
Nos Estados Unidos, balanços de diferentes bancos ficaram no radar. O Morgan Stanley reportou lucro líquido de US$ 4,39 bilhões no quarto trimestre de 2025, um salto de cerca de 18% em relação aos US$ 3,71 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. O lucro diluído por ação do banco americano ficou em US$ 2,68, bem acima do consenso da FactSet, de US$ 2,43.
O Goldman Sachs, por sua vez, registrou lucro líquido de US$ 4,62 bilhões no quarto trimestre de 2025, com lucro por ação diluído de US$ 14,01, resultado acima das projeções de analistas, que eram de US$ 11,70. Já a Blackrock teve lucro líquido de US$ 1,127 bilhão, o que corresponde a US$ 13,16 por ação em termos ajustados, acima das projeções de analistas consultados pela FactSet, que previam US$ 12,20.
Volume de vendas do varejo cresce 1% em novembro de 2025
No Brasil, o dado de destaque do dia foi o volume de vendas do comércio varejista, que cresceu 1,0% em novembro frente a outubro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de 0,5%. Frente a novembro de 2024, o volume de vendas do varejo cresceu 1,3%. O acumulado no ano chegou a 1,5% e o dos últimos 12 meses foi a 1,5%.
O resultado do comércio varejista veio acima do esperado pelo mercado. As projeções iam de queda de 1% até alta de 0,9%, com mediana de 0,4%.
Segundo André Valério, economista sênior do Inter, o resultado de novembro aponta influência positiva das promoções de Black Friday, com setores mais sensíveis a esse evento tendo elevado crescimento, como móveis e eletrodoméstico e materiais de escritório, além de artigos de uso pessoal e doméstico.
“Também vemos o mercado de trabalho robusto provendo sustentação para esse resultado, com os setores mais sensíveis à renda avançando 1,1%, uma aceleração em relação à taxa de outubro, que foi uma alta de 0,34%”, diz o economista.
*Com informações do Broadcast