O dólar hoje fechou no campo positivo. Nesta sexta-feira (16), a moeda americana subiu 0,08% cotada a R$ 5,3726. Os ganhos ocorreram em meio aos desdobramentos das tensões políticas que têm movimentado o noticiário nos últimos dias.
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O dólar hoje fechou no campo positivo. Nesta sexta-feira (16), a moeda americana subiu 0,08% cotada a R$ 5,3726. Os ganhos ocorreram em meio aos desdobramentos das tensões políticas que têm movimentado o noticiário nos últimos dias.
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Na noite de quinta-feira (15), tropas europeias chegaram à Groenlândia, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona pela sua aquisição ou anexação. Em paralelo, os EUA deslocaram ao menos um porta-aviões para o Oriente Médio em meio à escalada das tensões com o Irã.
Na Venezuela, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aproveitou seu primeiro discurso ao Congresso para defender reformas na indústria petrolífera que atrairiam investimentos estrangeiros. Já o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que o país está obtendo um preço 30% mais alto pelo petróleo bruto venezuelano.
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O mercado de câmbio também monitorou a divulgação dos dados de produção industrial dos EUA, que subiram 0,4% em dezembro ante novembro. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 0,1%.
Ainda no radar, Trump sinalizou que pode manter o diretor do Conselho Econômico Nacional (NEC, na sigla em inglês) da Casa Branca, Kevin Hassett, no cargo atual. O republicano disse que “talvez queira manter o diretor do NEC onde ele está”, em meio às especulações sobre uma possível indicação ao cargo de presidente do Fed.
Após as declarações de Trump, os mercados de previsões passaram a precificar uma mudança clara de cenário para o comando do Fed. Na Kalshi, o ex-diretor Kevin Warsh assumiu a liderança como favorito para presidir o Fed, com 59% de probabilidade, refletindo a leitura de que Hassett pode permanecer na Casa Branca. Movimento semelhante foi observado na Polymarket, onde Warsh também passou a liderar as apostas, com 58% de chance, consolidando a virada nas expectativas.
“A leitura de um Fed potencialmente mais hawkish (duro) e independente de pressões políticas sustentou os títulos públicos americanos e deu suporte ao dólar globalmente”, avalia Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
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No Brasil, o foco ficou voltado para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido também como prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em novembro, o IBC-Br cresceu 0,68% na comparação com outubro e na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central nesta sexta-feira. No mês anterior, o índice caiu 0,10% (revisado, de -0,25%)
Os investidores acompanharam também o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participaram de evento pelos 90 anos da criação do salário mínimo.
Na sessão de quinta-feira (15), o dólar no mercado à vista havia caído 0,61%, fechando a R$ 5,3681, pressionado pelo diferencial de juros favorável ao Brasil e um alívio momentâneo na tensão externa com os riscos geopolíticos perdendo força.
*Com informações de Luciana Xavier e Silvana Rocha, do Broadcast
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