Até então, a instituição financeira operava nos EUA por meio da subsidiária Inter Payments, que presta serviço de transferência de dinheiro em 44 Estados. Atuava também pela Inter US Holdings, com serviços de financiamento e originação de crédito imobiliário, consultoria de investidores e corretora de valores mobiliários.
Com a chamada “state-licensed branch“, a fintech será classificada como uma organização bancária estrangeira. Assim, poderá oferecer produtos de depósito e crédito a pessoas físicas e jurídicas, de acordo com o documento do Fed que detalha o processo. O regulador avaliou que a aprovação não representa nenhum tipo de risco à estabilidade financeira americana.
O movimento é parte de uma tendência mais ampla do setor financeiro brasileiro de investir em operações na maior economia do planeta. No começo deste mês, o BTG Pactual concluiu a aquisição do M.Y. Safra Bank, banco com sede em Nova York fundado por um membro da terceira geração da família Safra, mas sem relação com o grupo J. Safra. Já o Nubank deu entrada, em setembro, em um pedido para obter uma licença bancária nos EUA.
Procurado, o Inter não se manifestou até o fechamento desta nota.