O republicano anunciou tarifas progressivas sobre produtos de oito países europeus para forçar um acordo sobre a compra da Groenlândia, com alíquotas de 10% a partir de fevereiro de 2026 e de 25% em junho, caso não haja avanço nas negociações. A União Europeia avalia retaliar com tarifas de €93 bilhões ou restrições a empresas americanas e convocou uma reunião extraordinária. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou ter discutido a segurança da Groenlândia e do Ártico com Trump.
Nesta segunda-feira (19), com o feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, não houve negócios com ações na NYSE, Nasdaq e no mercado de Treasuries (títulos da dívida estadunidense), o que reduziu liquidez e direcionou as atenções para a abertura do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
O evento começa hoje e tem previsto um recorde de 65 chefes de Estado, incluindo o presidente Donald Trump, e sem a presença do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
“O ambiente foi de liquidez reduzida e baixa amplitude na sessão, em razão do feriado nos Estados Unidos, o que favoreceu movimentos técnicos no mercado de câmbio”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “O principal canal de transmissão de risco acabou sendo os metais preciosos, com alta do ouro e da prata”, acrescenta.
Por aqui, a atenção dos mercados fica direcionada para o boletim Focus. A mediana do relatório para o IPCA de 2026 oscilou de 4,05% para 4,02%. A taxa está 0,48 ponto porcentual abaixo do teto da meta contínua de inflação, de 4,50%. Há um mês, era de 4,06% Considerando apenas as 51 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 4,00% para 4,02%.
*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, Broadcast