Às 16h30 (de Brasília), os papéis da Cosan cediam 1,75%, para R$ 5,04 cada um, enquanto os da Raízen mostravam desvalorização de 2,44%, a R$ 0,80. No mesmo horário, o Ibovespa operava praticamente estável, com leve recuo de 0,01%, aos 164.781 pontos.
Para o analista Rodrigo Brolo, sócio da AAX Investimentos, não há uma razão específica para a queda de Cosan e Raízen na sessão, mas ele enfatiza que ambas seguem alavancadas e em tendência de baixa. “Com o petróleo sem expectativa de maior recuperação, a queda dos papéis é acentuada, pois as empresas não mostram evolução robusta na desalavancagem”, disse.
Debêntures
Pela manhã, a Cosan informou o resgate antecipado total da 1ª série da 4ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em três séries, além do resgate antecipado integral da 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única.
Segundo a empresa, sua subsidiária integral, a Cosan Luxembourg S.A., decidiu exercer a cláusula de call antecipado dos bonds com vencimento em setembro de 2029. O resgate integral do principal, no montante de US$ 504,228 milhões, será realizado em 17 de fevereiro de 2026.
A iniciativa, de acordo com o comunicado, visa a redução do endividamento e o aprimoramento da estrutura de capital, além da recomposição da flexibilidade financeira da Cosan.