Esse movimento contribui para a redução tanto do risco comercial, associado a disputas tarifárias e barreiras ao comércio internacional, quanto do risco geopolítico, ligado a tensões e conflitos entre países.
Ainda assim, parte do mercado mantém cautela quanto à durabilidade dessa trégua adotada pelo presidente americano.
O cenário positivo é reforçado por declarações do CEO da Nvidia, uma das maiores empresas globais do setor de semicondutores e referência em soluções para Inteligência Artificial (IA).
Em comentários feitos durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça (encontro anual que reúne líderes políticos, empresários e investidores), o executivo voltou a estimular o otimismo em torno do potencial de crescimento e difusão da IA, impulsionando o apetite por ativos de risco.
Em outros mercados, o dólar opera próximo da estabilidade frente a outras moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados referência para os juros globais) oscilam perto do zero a zero.
O ouro, ativo tradicionalmente visto como proteção em momentos de incerteza, recua levemente, embora permaneça próximo de máximas históricas.
Entre as commodities (produtos básicos com preços definidos no mercado internacional), os contratos futuros do petróleo registram queda após os ganhos recentes.
Já os preços futuros do minério de ferro interromperam uma longa sequência de baixas na bolsa de Dalian, na China, e avançaram 0,06% na madrugada, para US$ 112,94 por tonelada.
No Brasil, mesmo após o desempenho surpreendente da sessão anterior, que levou o Ibovespa a superar pela primeira vez na história a marca dos 170 mil pontos, o ambiente externo segue favorável e sugere espaço para novo avanço dos ativos locais. Como termômetro desse movimento, o EWZ, principal ETF que replica o desempenho das ações brasileiras e é negociado em Nova York, subia quase 0,50% no pré-mercado, período anterior à abertura oficial das negociações nos Estados Unidos.