Na divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho encerrou a sessão com ganho de 0,72%, a US$ 1.881,5 a onça-troy. O Commerzbank aponta que o metal já recuperou quase todas as perdas desde o começo do ano. Aguardando pela ata do Fed, o ouro chegou a recuar no começo da sessão, pressionado por uma alta nos rendimentos dos Treasuries e do dólar.
Na visão do Commerzbank, a publicação não deve trazer “nenhuma novidade”, tendo impacto limitado para o mercado do metal. Já ao longo da sessão, “os temores da inflação, do vírus e de uma recuperação mais lenta do que se pensava ou atrasada devido às novas medidas de restrição à variante indiana do coronavírus são inquietantes para o investidor médio”, resume a analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank.
Visto como refúgio contra a inflação, o ouro foi buscado, em dia no qual o ex-secretário do Tesouro dos EUA Lawrence Summers alertou para os limites do Fed para conter a escalada de preços. A covid-19 também segue inspirando cautela e o risco de atrasar a recuperação global. A Índia, um dos principais mercados globais de ouro, renovou mais uma vez o recorde diário de mortos em virtude da doença.
O mercado também avalia com cautela os desdobramentos relativos à volatilidade recente das criptomoedas, com destaque para o forte recuo do bitcoin.