O Ibovespa hoje reage ao teor do comunicado do Copom, ao passo que, no exterior, ainda ecoa a sinalização do Federal Reserve, depois de manter os juros inalterados, como o mercado previa.
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O Ibovespa hoje reage ao teor do comunicado do Copom, ao passo que, no exterior, ainda ecoa a sinalização do Federal Reserve, depois de manter os juros inalterados, como o mercado previa.
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As atenções locais ainda ficam no IGP-M de janeiro; a nota de crédito do BC; o resultado primário do Governo Central de dezembro e 2025; e a geração de emprego formal no Caged. O Tesouro faz leilão de NTN-F e de LTN.
Em paralelo, o ministro Haddad (Fazenda), concede entrevista ao Metrópoles. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha.
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No exterior, estão programados dados americanos da balança comercial, pedidos semanais de auxílio-desemprego e custo unitário de mão de obra; além das encomendas à industria e estoques no atacado em novembro.
A Apple, após o fechamento, e as empresas americanas de cartão de crédito Mastercard e Visa estão entre as companhias abertas que divulgam balanços.
Balanços de bancos, como Lloyds e ING, sustentam a maioria das bolsas europeias, enquanto os resultados de Meta, Microsoft, Tesla e IBM movimentam Wall Street, com destaque para o Nasdaq futuro.
Investidores também monitoram os próximos passos da política monetária e a indicação do novo presidente do Federal Reserve, prevista para breve.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, avaliou crescimento econômico “sólido”, desemprego estável e inflação ainda elevada, sem sinalizar cortes. Analistas veem viés de afrouxamento à frente, refletido nos votos dissidentes de Stephen Miran e Christopher Waller, que defenderam corte de 25 pontos-base. Com isso, cresceram as apostas em Waller para presidir o BC americano.
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O presidente do Fed, Jerome Powell, evitou comentar o rumo dos juros, destacou o caso da diretora Lisa Cook — que tende a ser mantida no cargo pela Suprema Corte — e recomendou distância da política.
Os Treasuries sobem, o ouro se mantém acima de US$ 5.500 por onça-troy, nível ultrapassado na véspera, e o cobre dispara mais de 6% com o dólar fraco.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano reforça um cenário de juros elevados por mais tempo no Brasil.
O comunicado da reunião trouxe outras mudanças relevantes no tom e no conteúdo. A expectativa é de queda para os juros curto e intermediário, pois foi retirada a incerteza quanto ao início do ciclo de cortes, abrindo o debate sobre o ritmo da flexibilização.
Para o investidor, isso significa conviver com retornos elevados na renda fixa, mas também com o risco de decisões excessivamente concentradas no curto prazo. Na avaliação de especialistas, o momento pede menos preocupação com o noticiário e mais organização da carteira de acordo com prazo, objetivos e perfil de risco. Veja a análise completa.
A mediana do mercado indica fechamento líquido de 481,3 mil vagas com carteira assinada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, após a leitura de novembro ter indicado criação de 85.864 postos formais. As estimativas para esta leitura, todas de fechamento, variam de 560.015 a 264.848 vagas.
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O economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, estima destruição líquida de 465,7 mil vagas no Caged em dezembro, em linha com a sazonalidade do período. A projeção inclui saldo negativo em todos os principais setores da economia: Serviços (-200.000); Indústria (-115.000); Construção (-80.000); Agropecuária (-50.000); Comércio (-20.000).
No cenário da 4intelligence, 2025 deve encerrar com saldo líquido positivo de 1.409.601 vagas formais, desacelerando em relação ao saldo próximo de 1,7 milhão, registrado em 2024. A expectativa, diz ele, é que haja nova perda de fôlego no Caged em 2026, em linha com um crescimento também mais brando da economia como um todo.
“A trajetória de pouso suave esperada para o crescimento econômico deve ter reflexo na magnitude da desaceleração do mercado de trabalho”, reforça.
O petróleo sobe, prolongando o movimento da véspera, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom contra o Irã ao afirmar que uma “grande armada” naval estaria se deslocando em direção ao país. Nesta manhã, o petróleo WTI para março subia 2,10%, a US$ 64,54 o barril. Já o Brent para abril avançava 1,97%, a US$ 69,75 o barril.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em alta forte de 1,78%, cotado a 798,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 114,95.
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Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) avançam 1,20% no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 1,37%.
O mercado repercute a sinalização de redução da Selic em março pelo Copom, após a manutenção do juro básico em 15% ao ano, pela quinta vez seguida.
O dólar e as ações na B3 podem ainda se beneficiar do fluxo estrangeiro, diante do apetite por ativos de risco em Nova York, da alta do petróleo e do minério de ferro e do forte apelo do diferencial de juro real brasileiro em operações de carry trade (mecanismo utilizado para tentar obter lucros com base na diferença entre a taxa de juros de dois países). Os dados fiscais e do mercado de trabalho também ficam no radar.
O mercado projeta superávit primário de R$ 16,85 bilhões para o Governo Central em dezembro, após déficit de R$ 20,172 bilhões em novembro, e, para 2025, um déficit primário de R$ 66,9 bilhões.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
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*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast
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