O comunicado informa que a equipe de Gestão de Risco da CME aprovou os requisitos para ouro, prata, platina e paládio negociados na Comex e na Nymex, incluindo versões padrão, micro, e-mini e operações de negociação na liquidação (TAS, na sigla em inglês) – ordens que permitem comprar ou vender um contrato ao preço de liquidação antes do fechamento dos mercados.
No caso do ouro, os contratos futuros passam a exigir margem inicial de 8%, ante 6% anteriormente, enquanto a margem de manutenção sobe para 6%. Para posições classificadas como HRP, a exigência inicial aumenta para 8,8%, segundo a tabela divulgada pela CME.
A prata registra um dos ajustes mais elevados. Os contratos futuros passam a ter margem inicial de 15%, contra 11% antes da mudança, com o aviso indicando “aumento” para todos os vencimentos listados, incluindo contratos mini, micro e TAS.
O ajuste ocorre em meio a uma forte correção nos preços dos metais. Analistas da Yardeni Research observaram que a CME anunciou o aumento das margens antes do fechamento de sexta-feira, o que “efetivamente alertou os traders de que posições carregadas para o fim de semana estariam sujeitas a exigências de colateral significativamente maiores na segunda-feira”. Segundo eles, isso “forçou muitos investidores a liquidar posições nas horas finais do pregão”, contribuindo para a aceleração da queda dos preços.
Também houve elevação nas margens de platina, cuja exigência inicial passa a 15%, e de paládio, com margem inicial de 16%. A CME orientou participantes a procurar o Departamento de Risco para esclarecimentos adicionais.