A leitura é que uma economia norte-americana mais fortalecida pode levar a mais inflação e engrossar o coro dos que veem a alta dos preços como elemento que forçará o banco central dos EUA (Fed) a reduzir a oferta de liquidez antes do esperado.
Nesta sexta, duas autoridades do BC norte-americano expressaram desejo de que se comece a debater corte de liquidez. Os apelos vieram no mesmo dia no qual dados mostraram que a atividade fabril nos EUA cresceu em maio no ritmo mais forte desde 2009, conforme dados preliminares.
O desempenho mais forte da economia norte-americana –visto ao longo da última década– é tradicionalmente um catalisador para um dólar fortalecido.
No exterior, o índice do dólar subia 0,2% nesta sexta, afastando de mínimas em quatro meses atingidas mais cedo no pregão.
Aqui, a moeda subiu 1,51% nesta sexta, para 5,3554 reais na venda. É o maior patamar desde 5 de maio (5,3652 reais) e a mais acentuada valorização diária desde o último dia 12 (+1,55%).
O real liderou as perdas nos mercados globais de câmbio.