O Tesouro RendA+, título do Tesouro Direto voltado ao planejamento de renda para a aposentadoria, completou três anos de lançamento com avanço consistente no número de investidores. Em 2025, a B3 registrou 365,8 mil CPFs com posição no papel, alta de 31,25% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da própria bolsa sobre a evolução da base de pessoas físicas.
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Lançado no fim de janeiro de 2023, o RendA+ é um título público federal que permite ao investidor definir, no momento da aplicação, uma data futura para começar a receber pagamentos mensais. Esses pagamentos são feitos por um período fixo de 20 anos, funcionando como uma renda complementar programada.
Durante a fase de acumulação, o investidor compra títulos que são corrigidos mensalmente pela inflação, medida pelo IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Ao chegar à data escolhida para o início dos resgates, o valor acumulado é convertido em parcelas mensais, também corrigidas pela inflação, o que preserva o poder de compra ao longo de todo o período de recebimento.
Os dados mostram ainda o perfil de quem investe no produto. Sete em cada dez investidores do RendA+ são homens, e quase metade da base, 48%, está na faixa etária entre 25 e 39 anos. Em termos regionais, 58% dos CPFs estão concentrados no Sudeste, seguidos por Sul e Nordeste, ambos com 15%. Centro-Oeste e Norte respondem por 8% e 4%, respectivamente.
O título foi desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 e a Secretaria de Previdência, com a proposta de oferecer uma alternativa de renda futura dentro do mercado de títulos públicos. Diferentemente de investimentos tradicionais de renda fixa, o RendA+ não prevê resgates mensais imediatos, mas uma conversão automática do saldo acumulado em renda ao longo do tempo.