Na quarta-feira (11), o mercado acompanhou a divulgação dos dados do payroll, principal relatório de empregos dos Estados Unidos. O relatório é considerado peça-chave para as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Isso porque os números incluem a criação de vagas, a taxa de desemprego e a evolução dos salários, componentes que ajudam a calibrar a trajetória da inflação.
Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, a economia norte-americana criou 130 mil vagas de trabalho em janeiro, enquanto a taxa de desemprego permaneceu praticamente estável em 4,3%. O salário médio por hora avançou 0,4% no mês e acumula alta de 3,7% em 12 meses.
No Brasil, os investidores também repercutiram as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento do BTG Pactual. Ele afirmou na quarta-feira (11) que a meta de inflação de 3% está alinhada à de países pares, mas ponderou que o debate central envolve compreender por que o Brasil opera com taxas de juros estruturalmente mais elevadas para convergir ao objetivo.
Já nesta quinta-feira (12), o destaque ficou com os dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que caíram 5 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, a 227 mil, informou hoje o Departamento do Trabalho. Analistas ouvidos pela FactSet esperavam uma queda um pouco mais acentuada, a 226 mil.
Na sessão de ontem, a moeda norte-americana encerrou com queda de 0,18%, cotada a R$ 5,1876. Este foi o menor valor de encerramento desde o dia 28 de maio de 2024, então a R$ 5,1540.
Com informações de Isabella Pugliese Vellani, Pedro Lima, Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast