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Criptomoedas

Queda do bitcoin apaga R$ 275 bilhões em valor de mercado de três empresas que adotaram a cripto como reserva

Queda de quase 50% do bitcoin desde a última máxima pressiona ações de empresas com tesouraria em BTC; Strategy (MSTR) lidera perdas

Por Daniel Rocha
Editado por Geovana Pagel

11/02/2026 | 5:30 Atualização: 11/02/2026 | 8:29

Bitcoin é a maior criptomoeda em valor de mercado (Imagem: Adobe Stock)
Bitcoin é a maior criptomoeda em valor de mercado (Imagem: Adobe Stock)

A Strategy (MSTR), Méliuz (CASH3) e a OranjeBTC (OBTC3), empresas que adotaram o bitcoin como ativo de reserva, já acumularam perda de quase R$ 275 bilhões em valor de mercado com o ciclo de baixa da criptomoeda. Desde outubro do ano passado, quando o BTC renovou a sua máxima histórica, o ativo digital passou a operar sob forte pressão diante da aversão a risco dos investidores em função das incertezas macroeconômicas e da escalada das tensões geopolíticas.

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Dados do TradeMap, enviados ao E-Investidor, mostram que, nos últimos quatro meses, a Strategy (MSTR) tem sido a empresa mais impactada pela depreciação do bitcoin, com uma perda de US$ 52,3 bilhões. O volume equivale a R$ 271,4 bilhões ao considerar a cotação do dólar desta terça-feira (10).

A liderança nas perdas reflete o elevado nível de exposição da companhia à criptomoeda. Segundo o seu último balanço, a Strategy detém 713.502 bitcoins em posse, com um custo total de US$ 54,26 bilhões. O preço médio de cada ativo é de US$ 76.052, cerca de 8,5% menor em comparação à cotação atual.

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Em seguida, aparecem a OranjeBTC (OBTC3) e Méliuz (CASH3) com perdas de R$ 2,9 bilhões e de R$ 87,3 milhões, respectivamente. A empresa de cashback foi a primeira a incorporar o bitcoin à sua estratégia de tesouraria no País. A decisão foi anunciada ao mercado em março do ano passado. A iniciativa incluiu a criação de um comitê estratégico voltado para o ativo digital que ficou responsável por analisar a viabilidade de novos investimentos, operacionalização das compras e apoio na criação de diretrizes e governanças voltadas exclusivamente para o BTC.

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Na época, o bitcoin operava em alta, em meio ao otimismo do mercado com as promessas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de flexibilizar o ambiente regulatório para viabilizar o desenvolvimento do setor no território americano. As ações da Méliuz se beneficiaram desse ambiente e acumularam uma valorização de 179%, alcançando a sua máxima de R$ 10,55, no período entre março e maio de 2025.

Já a OranjeBTC estreou na bolsa de valores em outubro do ano passado, um dia após o bitcoin romper, pela primeira vez, a barreira dos US$ 126 mil. Na ocasião, o retrato sinalizava que a empresa havia aproveitado uma janela favorável para acessar o mercado de capitais com uma estratégia 100% focada em BTC.

Nas semanas seguintes, porém, o ambiente mudou. O otimismo visto nos últimos meses se exauriu com a aversão a risco dos investidores. Desde o seu último recorde, o bitcoin acumula uma desvalorização de quase 50% e passou a ser negociado no seu menor nível desde outubro de 2024. As ações da OranjeBTC acompanharam esse movimento. Desde o seu IPO reverso, processo em que uma companhia de capital fechado adquire o controle de outra já listada na B3, as ações da empresa acumulam uma perda superior a 70%.

Ao E-Investidor, Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, afirma que a companhia enfrenta esse período de estresse do mercado cripto com “tranquilidade”, sem a necessidade de vender os BTCs mantidos em reserva ou mudar o direcionamento da estratégia de investimentos. Segundo o executivo, isso acontece em função do baixo nível de alavancagem da empresa, hoje em torno de 9%, e de outras medidas de proteção para mitigar os efeitos da volatilidade da criptomoeda.

“Uma das principais medidas é que cerca de 60% do custo da companhia são atrelados ao bitcoin. Ou seja, quando o bitcoin cai de preço, os nossos custos operacionais também caem na mesma proporção”, diz Gomes.

O risco das Bitcoin Treasury Companies

Com uma exposição direta ao bitcoin, as ações das “Bitcoin Treasury Companies”, como são definidas as empresas que adotaram a criptomoeda como ativo de reserva, tendem a refletir a volatilidade do mercado, na mesma intensidade que se beneficiam dos períodos de bull market. O diferencial, segundo analistas, está no nível de exposição ao bitcoin e no casamento entre necessidades de caixa e volatilidade do BTC.

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“O bitcoin em queda prejudica o valor de mercado e pode pressionar métricas patrimoniais, mas uma ‘crise de liquidez’ só tende a aparecer se houver descasamento (precisar de caixa quando a reserva em BTC estiver deprimida) ou um nível de alavancagem que force vendas do ativo”, diz Matheus Gutierrez, analista de criptomoedas da Levante Investimentos.

Além disso, as empresas com estratégias focadas 100% em bitcoin, como os casos da Strategy e OranjeBTC, funcionam, na prática, como uma exposição direta do ativo digital. Com isso, as ações tendem a amplificar a volatilidade do BTC, tanto nos períodos de queda quanto nos ciclos de valorização.

No caso da Méliuz (CAHS3), a política inicial da companhia limita a até 10% do caixa em bitcoin, o que, em tese, reduz o risco de uma venda forçada para viabilizar liquidez em períodos de estresse. Além disso, a empresa depende de outros negócios que podem gerar valor aos acionistas. O ponto de atenção, no entanto, está na capacidade de gerir o próprio caixa e evitar o descasamento entre suas obrigações financeiras e os aportes em bitcoin. Em janeiro de 2026, a Méliuz esclareceu ao mercado que não possuía dívidas e mantinha cerca de R$ 65 milhões em caixa.

Entenda a queda do bitcoin

O cenário macroeconômico adverso tem sido o principal fator para a depreciação acentuada do bitcoin nas últimas semanas. Em janeiro, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) interrompeu o ciclo de corte de juros e decidiu manter as taxas inalteradas entre 3,50% e 3,75%. A autoridade monetária ainda descartou a possibilidade de uma retomada dos cortes no curto prazo.

Com a perspectiva de juros elevados por um período ainda indeterminado, os títulos do governo seguem oferecendo retornos mais atrativos, enquanto ativos mais voláteis, como o bitcoin, tendem a perder espaço nos portfólios. Além do aperto monetário, o aumento das tensões geopolíticas também tem pesado sobre o desempenho da criptomoeda.

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Esse ambiente ficou ainda mais desafiador com a crescente preocupação dos investidores com as ações ligadas à Inteligência Artificial (IA). O mercado tem acompanhado de perto se os elevados gastos das big techs para o desenvolvimento de tecnologias de IA estão, de fato, gerando retorno.

Diante da ausência de catalisadores capazes de reverter o atual quadro de aversão ao risco, analistas não descartam novas quedas do BTC no curto prazo. Para André Franco, CEO da Boost Research, o bitcoin pode recuar até a faixa dos US$ 50 mil caso esse pessimismo persista. Já no fim de 2026, a expectativa é de recuperação parcial dos preços. “Para o fim do ano, vejo o bitcoin acima dos US$ 70 mil”, diz Franco.

Na manhã desta quarta-feira (11), a maior criptomoeda em valor de mercado é negociado a US$ 66,9 mil após acumular uma queda de 2,61% nas últimas 24 horas. Os dados são da ConMarketCap.

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