Segundo a sondagem, pouco mais de 60% dos participantes acreditam que a taxa básica deve encerrar 2026 abaixo de 12,25%. Para 76,2% dos bancos consultados, o Copom acertou ao manter a Selic em 15% na reunião de janeiro e sinalizar o início da flexibilização para o mês que vem.
Em relação à atividade econômica, a proporção daqueles que projetam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano na faixa de 1,8% (que representa o consenso atual do mercado) caiu de 55% na edição de dezembro para 38,1% agora. Por outro lado, a parcela dos que esperam expansão acima desse nível avançou de 15% para 28,6%. Um terço dos participantes (33,3%) preveem crescimento abaixo do consenso.
Sobre a política fiscal, 71,4% dos bancos ouvidos entendem que o governo precisará adotar medidas adicionais para cumprir a meta fiscal de 2026, abaixo dos 80% aferidos em dezembro. Destes, 47,6% avaliam que a agenda será focada em medidas do lado das despesas, com contingenciamento ou exclusão de despesas da meta.
A pesquisa indicou também que a projeção para a inadimplência da carteira livre (definidas por instituições privadas) ficou estável em 5,2% este ano, comparado com uma taxa de 5,5% observada em 2025. Para 2027, a estimativa é de 4,9%.