O dólar hoje fechou em alta no mercado doméstico de câmbio, em linha com o desempenho da moeda americana no exterior. Nesta quarta-feira (18), o dólar subiu 0,2% cotado a R$ 5,2406, depois de oscilar entre máxima a R$ 5,2496 e mínima a R$ 5,1940.
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O dólar hoje fechou em alta no mercado doméstico de câmbio, em linha com o desempenho da moeda americana no exterior. Nesta quarta-feira (18), o dólar subiu 0,2% cotado a R$ 5,2406, depois de oscilar entre máxima a R$ 5,2496 e mínima a R$ 5,1940.
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O dia foi de agenda esvaziada no Brasil, onde a Bolsa abriu apenas às 13h, na volta do feriado de carnaval, que deixou o mercado fechado na segunda-feira (16) e na terça-feira (17).
O destaque do noticiário local foi a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central”, informou o BC.
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Em agosto de 2025, o próprio BC aprovou a transferência do controle societário do banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master, para Augusto Lima, passando a operar sob o nome de Banco Pleno.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) divulgou a ata da sua última reunião de política monetária. O documento mostra que os membros do Fed não consideravam mais que os riscos de queda para o emprego tivessem aumentado nos últimos meses. Da mesma forma, refletindo os dados recentes sobre a inflação, os dirigentes concordaram que a inflação permaneceu um tanto elevada.
Ainda na agenda, as construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos subiram 6,2% em dezembro ante à estimativa revisada de novembro de 2025, ao ritmo anualizado de 1,404 milhão, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Comércio nesta quarta-feira. As permissões para novas obras, por sua vez, registraram alta de 4,3% no período, à taxa anualizada de 1,448 milhão.
Já as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 1,4% em dezembro ante novembro, a US$ 319,6 bilhões. O resultado contrariou as expectativas de analistas consultados pela FactSet, que previam avanço de 1,6% no período.
A produção industrial do país, por sua vez, teve alta de 0,7% em janeiro, na comparação com o mês anterior, informou hoje o Fed. Analistas ouvidos pela FactSet previam avanço de 0,4% no período.
Em Nova York, os índices acionários operavam no campo positivo no final da tarde. O índice DXY, que compara o desempenho do dólar com o de seis moedas fortes, também avançava.
Segundo João Duarte, sócio da ONE Investimentos, o payroll (relatório oficial de emprego) mais resiliente divulgado na última semana ainda sustenta a leitura de que o Fed pode manter juros elevados por mais tempo, o que reforça os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos) e dá suporte ao dólar globalmente.
“O movimento também ocorre após sessões em que o real vinha se beneficiando de fluxo estrangeiro consistente, diferencial de juros elevado e valorização das commodities. A correção atual parece mais ligada ao cenário externo do que a uma deterioração doméstica relevante”, afirma Duarte.
No Brasil, o Boletim Focus divulgado nesta quarta-feira mostra que o mercado segue projetando o dólar em R$ 5,50 no fim de 2026. A estimativa se manteve nesse patamar pela 18ª semana consecutiva.
*Com informações do Broadcast
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