Israel, por sua vez, anunciou uma ofensiva de “larga escala” contra Teerã e a continuidade dos bombardeios contra posições do Hezbollah no Líbano. As forças israelenses confirmaram que Tel-Aviv e Jerusalém estão sob ataque. O funeral do líder do supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, estava marcado para esta quinta, mas foi adiado por causa da nova ofensiva contra Teerã.
Apesar da escalada do conflito, a grande preocupação dos mercados está nos efeitos da guerra sobre o preço do petróleo. Pela manhã, os contratos futuros da commodity voltam a subir, depois de fecharem praticamente estáveis ontem, em meio à perspectiva de que o conflito no Oriente Médio acarrete cortes prolongados de oferta.
“Os EUA sinalizaram uma campanha de quatro a cinco semanas, o Irã busca regionalizar o conflito e o crucial ponto de passagem do Estreito de Ormuz está efetivamente fechado”, diz Nikos Tzabouras, da Tradu.com, em e-mail.
Esses desdobramentos podem reverter dinâmicas de oferta e demanda antes desfavoráveis, elevar os preços do petróleo bruto e trazer ao foco o nível de US$ 100 por barril, acrescenta o analista sênior de mercado. Às 7h10 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril subia 2,28% na Nymex, a US$ 76,35, enquanto o do Brent para maio avançava 1,66% na ICE, a US$ 82,75.
No Brasil, a atenção recai sobre a divulgação da taxa de desemprego de janeiro, que determina o ritmo de recuperação do mercado de trabalho nacional e influencia as expectativas sobre a inflação e a condução da política monetária pelo Banco Central. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação (5,4%) no trimestre encerrado em janeiro de 2026 ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%) e caiu 1,1 p.p. ante o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).
“Vemos indicadores que ainda sugerem um mercado de trabalho extremamente resiliente em meio à elevada taxa de juros, com a população ocupada estável no trimestre em patamar recorde, acompanhada de queda na taxa de informalidade, alcançando 37,5%, o menor valor desde julho de 2020”, avalia André Valério, economista sênior do Inter.
O mercado também fica atento para a divulgação do balanço do 4T25 da Petrobras (PETR3; PETR4), que poderá vir com mudanças expressivas recentes devido à disparada do petróleo.