Os empréstimos que o banco está reprecificando para baixo são para empresas de software, que vêm sendo afetadas nos últimos meses por causa do risco potencial de disrupção pela inteligência artificial (IA). A decisão do JPMorgan vai limitar quanto o banco empresta a grupos de crédito corporativo tendo esses empréstimos como garantia, informou inicialmente o Financial Times.
As ações de gestoras com grandes operações de crédito privado caíram na quarta-feira (11) e iniciam o pregão de hoje pressionadas. A Blue Owl Capital (OWL) recuou 4,6% e a Ares Management (ARES), 4,8%. Blackstone (BX), BlackRock (BLAK34), KKR (KKR) e Apollo Global Management (A1PO34) caíram até 3%. O JPMorgan recuou 0,4%.
Um aumento nos pedidos de resgate, tanto em fundos negociados em bolsa de valores quanto em fundos não negociados, abalou o setor e sinalizou falta de confiança por parte dos investidores.
O ETF (fundo de investimento negociado em bolsa como uma ação) VanEck Alternative Asset Manager, que detém papéis dos principais participantes de crédito privado listados em bolsa, acumulava queda de 21% em 2026 até o fechamento de terça-feira. O fundo recuou mais 2,6% nesta quarta-feira.
Os padrões de concessão de crédito no direct lending (empréstimo direto) vêm se deteriorando ao longo do tempo, argumentaram analistas da Pimco (BSTP39) em nota na semana passada. A exposição das carteiras a software também tende a limitar o desempenho desses fundos em relação aos mercados públicos e a outros segmentos do crédito corporativo, acrescentou a gestora.
“Como todo segmento maduro de finanças alavancadas, o direct lending deve eventualmente enfrentar um ciclo de inadimplência em grande escala – que testará sua resiliência tanto a choques específicos de setor quanto a choques macroeconômicos”, escreveram os analistas.
Fonte: Dow Jones Newswires