A primeira metade da sessão desta segunda-feira (23) é marcada por melhora do apetite a risco lá fora, com sinais de distensão nas tensões geopolíticas reduzindo o prêmio de risco e favorecendo altas nas bolsas americanas e europeias. O petróleo recua com força com o petróleo voltando a operar abaixo de US$ 100, movimento que também alivia o dólar globalmente e os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano.
Em setores, companhias sensíveis a custos de energia ganham tração, enquanto petroleiras cedem; o VIX, “índice do medo”, recua, reforçando o tom de alívio. Ao mesmo tempo, dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos EUA, preservam cautela e evitam sinalizar um rumo claro para os juros, mantendo a curva sensível a novos dados.
No início da tarde, o Ibovespa chegou a superar a faixa dos 182 mil pontos, em uma sessão de ganhos amplos na carteira teórica. Por volta das 14h30 (de Brasília), no entanto, o índice perdeu fôlego e passou a subir 3,03%, aos 181.560,93 pontos.
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O câmbio acompanha o movimento global e chegou a tocar R$ 5,2157 na mínima intradiária, enquanto a queda dos juros futuros reforçam o rali de ações domésticas sensíveis a juros. No radar local, investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Relatório de Política Monetária e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), eventos que podem calibrar a trajetória da curva.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, papéis de bancos lideram a alta, enquanto varejo, construção e locação ganham fôlego com a melhora do ambiente. Vale (VALE3) avança, e CSN (CSNA3) dispara após anunciar um empréstimo-ponte bilionário para reforçar liquidez.
No noticiário corporativo, Desktop (DESK3) salta após acordo de aquisição pela Claro; Embraer (EMBJ3) sobe com novo pedido da Finnair. Já no setor de petróleo, o recuo do Brent pesa em produtores independentes, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) tem desempenho mais comedido.
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