O dia começou com uma melhora clara do apetite por risco lá fora após sinais de arrefecimento nas tensões geopolíticas, o que diminuiu o prêmio embutido nos preços de energia e reequilibrou as apostas de inflação.
Nesse pano de fundo, o petróleo recuou com força, enquanto o dólar perdeu tração no exterior, movimento típico de mercado quando o choque de oferta parece menos provável. Com isso, as bolsas globais ganharam fôlego e operaram em forte alta, tanto na Europa quanto nos EUA, favorecendo segmentos mais sensíveis a juros e crescimento enquanto penalizam empresas de energia.
No Brasil não foi diferente, o Ibovespa seguiu o bom humor externo e sobe forte, apesar do recuo da Petrobras (PETR3; PETR4) em meio à forte queda do Brent. Para os Depósitos Interfinanceiros (DIs), a curva opera com queda expressiva (chegando a aproximadamente 0,6 pp no meio da curva).
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No câmbio, o real acompanhou o ambiente externo mais favorável e o dólar à vista recuava cerca de 1%, para perto de R$ 5,10, em meio a fluxo melhor para ativos locais. Às 16h58, o Ibovespa operava com alta de 2,12% aos 192.247 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, a sessão é marcada por uma rotação nítida: empresas cíclicas domésticas lideraram os ganhos embalados pela forte queda dos juros futuros. Direcional (DIRR3), Vamos (VAMO3) e MRV (MRVE3) avançaram, enquanto nomes de consumo também aceleraram.
Na outra ponta, Petrobras (PETR3) e o restante do setor de óleo e gás ficaram pressionados pelo tombo do Brent. Destaque para Hapvida (HAPV3), que disparou após aumento de participação de acionistas e presença relevante do BTG, enquanto Oncoclínicas (ONCO3) caiu com ruído sobre negociações com credores.
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