• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Precisamos de um ESG Brasileiro

O ESG criado sob as perspectivas de países desenvolvidos deveria sofrer ajustes para ser aplicado no Brasil

Por Fernanda Camargo

16/06/2021 | 10:12 Atualização: 16/06/2021 | 10:12

Receba esta Coluna no seu e-mail
Carro elétrico da Tesla. Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Carro elétrico da Tesla. Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

O lugar em que você fica de pé depende de onde você está sentado, dizia Rufus E. Miles Jr. (1910-1996). Ele foi assessor de presidentes como Dwight Eisenhower, John Kennedy e Lyndon Johnson. De “memoráveis encontros com a realidade”, ele criou a Lei de Miles. Ele codificou o que deveria ser intuitivo. Nós vemos as coisas e fazemos julgamentos a partir do nosso ponto de vista.

Leia mais:
  • Depois de El Salvador adotar bitcoin, Tanzânia busca regular cripto
  • XP lança fundo de créditos de carbono negociados nos EUA e Europa
  • TECK11: conheça o ETF para aplicar em ações de big techs
Cotações
19/01/2026 1h46 (delay 15min)
Câmbio
19/01/2026 1h46 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quando procuramos notícias e artigos sobre ESG (acrônimo para ESG – Environmental, Social and Governance ou ASG – Ambiental Social e Governança) encontramos: Nós precisamos reduzir as emissões de gases do efeito estufa, nós precisamos fazer uma transição energética, nós precisamos fazer uma revolução verde, etc… Quem somos “nós”??

Os riscos trazidos pelas mudanças climáticas são indiscutíveis, mas como isso afeta cada um de nós é totalmente diferente. Veja o caso do uso do cobalto para a produção de baterias recarregáveis – tão necessárias para a transição energética. As baterias estão em nossos celulares, carros, equipamentos eletrônicos e outros. Setenta por cento das reservas de cobalto do mundo estão no Congo.

Publicidade

O Congo não é um lugar muito amigável dado os conflitos, a corrupção e o caos social. Além disso, nos últimos 15 anos, o trabalho infantil e escravo vem aumentando, assim como questões sanitárias e ambientais. Ainda assim, a Tesla, que usa 20kg de cobalto vindo do Congo por carro, é considerada sustentável por alguns investidores que olham apenas para o fato de que carros elétricos não consumem combustíveis fósseis.

Todos os países se comprometeram com a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global abaixo de 2˚C, preferencialmente abaixo de 1.5˚C. O uso de critérios ESG pelas empresas de diversos setores é um dos caminhos para se atacar o problema.

Em nossa jornada, buscamos alocar com critérios ESG desde 2016. Sempre acreditamos que esse olhar nos tornaria mais humanos, mais conectados e com um senso de responsabilidade maior. No entanto, em nosso “encontro com a realidade”, temos aprendido que as coisas não são tão simples assim. Já falei anteriormente nessa coluna sobre a dificuldade de encontrar fundos e empresas que estejam usando critérios ESG de forma profunda, responsável e engajada. É natural que seja assim, o movimento ainda está na sua infância.

Ao olharmos para o mapa de emissões de carbono no mundo, vemos que China e Estados Unidos são os grandes emissores. Mas a China tem uma população de 1.4 bilhões de pessoas e os Estado Unidos de 328 milhões. A emissão per capta dos Estados Unidos é muito maior do que a da China, isso sem falar no resto do mundo.

Publicidade

 

Fonte: Union of Concerned Scientists

Segundo estudo das Nações Unidas, os 1% mais ricos do mundo respondem por 15% das emissões, enquanto os 50% mais pobres respondem por metade disso (7.5%). Os 10% mais ricos do mundo estão espalhados por todos os continentes, mas metade dessas emissões estão associadas ao consumo de americanos e europeus e, apenas 0.25% das emissões ao consumo de chineses e indianos.

Dados disponíveis para o G20 / Fonte: Financial Times

Alguns olham para o Brasil, com 80% da matriz energética limpa e 40% de florestas tropicais do mundo, e acham que isso nos dá licença para não tomar as devidas providências. No entanto, o mundo vem buscando caminhos para melhorar e o Brasil está piorando. O desmatamento cresceu 43% só no último ano. Desde 2018 foram desmatados 11mil km2 por ano (segundo dados do Prodes/Inpe). O desmate é a principal fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil.

Publicidade

Ao entrarmos em discussões mais aprofundadas sobre o processo de transição em determinadas empresas, fomos aprendendo que o ESG criado sob as perspectivas de países desenvolvidos deveria sofrer alguns ajustes, principalmente no que tange a questão social, para ser aplicado ao Brasil e a outros países em desenvolvimento.

Entender a transição sistêmica do ponto de vista não apenas de eficiência, mas também do impacto real desse processo, é fundamental. No Brasil a taxa de desemprego acaba de atingir 14,7% da população, 52 milhões de pessoas estão na faixa de pobreza e 13 milhões na pobreza extrema (segundo dados do IBGE e FGV Social).

A transição para uma economia de baixo carbono vai ter que acontecer. Mas quem deveria pagar pela transição?

A Alemanha acaba de propor um plano para zerar emissões de carbono. Desde janeiro deste ano, passaram a aplicar um imposto de EUR 25,00 (R$156,00) por tonelada de carbono emitida pelas indústrias de petróleo, diesel, óleo e gás. A estratégia é tornar energia “suja” mais cara e incentivar o uso de energia limpa. No entanto, no curto prazo, se não houver um plano de subsídios do governo, esse imposto pode acabar atingindo milhões de pessoas que não necessariamente podem ou devem pagar por isso.

Fonte: Oxfam e Financial Times

As mudanças climáticas são uma realidade e a questão precisa ser atacada com urgência. O mundo todo está buscando ferramentas para a contenção das emissões. O Brasil, mesmo não sendo um dos grandes emissores, pode começar a sofrer restrições financeiras e comerciais principalmente por causa do desmatamento. E isso vai afetar ainda mais nossa questão social.

Publicidade

Essa agenda vem sendo acelerada por movimentos de investidores como o CDP – Disclosure Insight Action, PRI (Principles for Responsible Investment), GRI (Global Reporting Initiative) que criou e gere o padrão para relatórios corporativos, o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) que tem o apoio de um grupo de investidores com US$ 118 trilhões sob gestão. Essas organizações ajudam a criar frameworks voltados para estimular a transparência das informações empresariais a fim de melhor basear as decisões de investimento.

Órgãos reguladores vem incorporando esse framework. No entanto, como a maior parte dessas organizações estão em países desenvolvidos, muito dessa agenda é centrada no risco climático, o social ainda precisa ser mais bem endereçado. Precisamos criar um ESG Brasileiro.

A emergência climática vai aumentar e a vulnerabilidade de milhões de pessoas. Quando “nós” investirmos em empresas com uma boa avaliação no que tange a direitos humanos ou políticas sociais, devemos buscar entender o que isso significa, como é medido, quais os resultados, as melhoras, e quem está sendo afetado.

Melhorar a relação entre crescimento econômico global e a pobreza talvez seja uma maneira viável para combater a pobreza dentro de um prazo razoável. Talvez agora, com a volta dos Estados Unidos para o Acordo de Paris, seja possível chegar a um acordo sobre o Artigo 6 que cria o mercado global de carbono. Dessa forma, países que emitem mais carbono podem comprar créditos daqueles que emitem menos. Isso pode ser um bom caminho para transferência de riqueza entre países gerando mais justiça social.

Publicidade

Somos o país mais rico do mundo em biodiversidade. Precisamos atacar a questão climática, mas também buscar oportunidades que incluam o social. É possível preservar florestas e ao mesmo tempo ter crescimento econômico. Aumentar a produtividade na agricultura sem avançar mais sobre a floresta é um caminho, gerar riqueza através da biodiversidade é outro. Precisamos aprender como monetizar este tesouro, preservando-o e gerando valor agregado para a sociedade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Environmental Social and Governance (ESG)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    FGC inicia pagamento de R$ 40,6 bilhões a investidores com CDBs do Banco Master; veja como receber

  • 4

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 5

    O conselho de carreira de Warren Buffett para jovens profissionais seguido por Steve Jobs e Richard Branson

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fernanda Camargo em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Logo E-Investidor
Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Imagem principal sobre o FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Logo E-Investidor
FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Últimas: Colunas
A caderneta de poupança é um mau negócio; entenda o porquê
Einar Rivero
A caderneta de poupança é um mau negócio; entenda o porquê

Mesmo com isenção de Imposto de Renda, aplicação rendeu mais de R$ 1 trilhão a menos do que fundos atrelados ao CDI desde 1995

18/01/2026 | 06h00 | Por Einar Rivero
Caso Banco Master: quando a engenharia financeira sustenta o insustentável
Eduardo Mira
Caso Banco Master: quando a engenharia financeira sustenta o insustentável

Crise regulatória, promessas de rentabilidade irreal e estruturas opacas expõem fragilidades do mercado e reforçam a cautela do investidor

16/01/2026 | 14h12 | Por Eduardo Mira
É melhor gastar tempo brigando por política nas redes ou aprender sobre finanças?
Fabrizio Gueratto
É melhor gastar tempo brigando por política nas redes ou aprender sobre finanças?

O atraso financeiro do brasileiro em 2026 pode revelar menos um problema econômico e mais uma escolha comportamental

15/01/2026 | 14h00 | Por Fabrizio Gueratto
Quanto custa estudar na elite? Ranking revela as escolas mais caras do Brasil
Quanto custa?
Quanto custa estudar na elite? Ranking revela as escolas mais caras do Brasil

Levantamento da Forbes mostra quais colégios de alto padrão cobram valores elevados em troca de currículos internacionais, diplomas reconhecidos no exterior e preparação para universidades de prestígio

15/01/2026 | 11h04 | Por Quanto custa?

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador