Quando se investe nesse tipo de ativo, existem duas formas de rentabilidade: a cota do fundo, que dá ao investidor o direito a algumas cotas por ter investido em determinada aplicação. E a segunda é por meio de dividendos, que, de maneira mais simples, são os aluguéis dos imóveis pagos aos cotistas.
Atualmente, essas aplicações são taxadas em 20% pelo Imposto de Renda sobre os lucros gerados por um investimento no fundo. De acordo com a proposta da reforma tributária, essa taxação continuará valendo.
É justamente sobre os dividendos dos FIIs que ocorrerão as taxas. Ou seja, podemos dizer que a informação de que os fundos imobiliários serão isentos é apenas uma meia verdade. Principalmente, se for levar em conta esse último tributo sobre o rendimento distribuído aos investidores.
Impactados pela decisão
Com a decisão, o governo deixará de arrecadar cerca de R$ 850 milhões por ano. Apesar desta feita de arrecadação, a manutenção da indústria de construção civil, setor que é aquecido pela mão de obra intensiva e ajuda na retomada econômica do País, trará um impacto positivo para a economia.
Entre os que se beneficiaram com essa decisão, estão os mais de 1 milhão de investidores que migraram da caderneta de poupança para os fundos imobiliários nos últimos anos, com o objetivo de conseguir um melhor retorno sem se arriscarem totalmente na renda variável. Afinal, os FIIs são opções de investimentos consideradas de médio risco e sem muitas oscilações.
A importância dos fundos imobiliários
Os FIIs bancam loteamentos de classe média e obras em todo o país. Por isso, seria uma perda grande para o setor de construção civil se o fim da isenção sobre os rendimentos fosse aprovado no Congresso.
Esse tipo de investimento ganhou tração por possuir alta liquidez e uma possibilidade de diversificação com poucos recursos. Sendo que, o “ticket médio” da classe é de R$ 50 mil, ou seja, um valor de compra médio razoável.
Vale ressaltar que os fundos de investimento privado terão incidência de imposto sobre o rendimento, tal como na reforma. Além disso, fundos que possuírem acima de 50 cotistas continuarão isentos.
Um ponto muito importante é que, a cada R$ 1 milhão colocado na construção civil, 7,6 empregos são gerados diretamente. Outros 11,4 postos de trabalho surgem de forma indireta.
Sendo assim, como os FIIs são investimentos extremamente rentáveis e benéficos para todos, o governo parece estar convencido em continuar mantendo apenas a taxação por cota, sem afetar o rendimento sobre os dividendos.
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