No Brasil, o dia teve início com os investidores monitorando a divulgação das vendas no varejo de junho. O resultado decepcionou os analistas tanto no conceito restrito quanto no conceito ampliado que considera automóveis e material de construção. Trata-se do primeiro indicador mais fraco após uma sequência de números de atividade mais favoráveis. Para os próximos meses, a inflação pressionada impactando a renda real, o desemprego ainda elevado, o aumento da taxa Selic e a proximidade do fim do auxílio emergencial devem contribuir para um menor ímpeto do varejo.
Para os mercados, o dia foi de cautela. Além da surpresa negativa com os dados do comércio, as preocupações do ponto de vista político e fiscal seguiram penalizando os ativos. Assim, o dólar contra real encerrou em alta de 0,47%, cotado aos R$ 5,22, enquanto o dólar globalmente se enfraqueceu contra rivais. O Ibovespa, por sua vez, teve um pregão de volatilidade. Ao longo da manhã chegou a cair próximo de 1% mas, ao final do pregão, o índice fechou próximo da estabilidade, com leve queda de 0,12%, aos 122.056 pontos, apoiado ainda na alta das ações da Petrobras que seguiram a valorização do petróleo externamente. Na agenda desta quinta-feira, destaque para os dados de serviços no Brasil. Na Europa, destaque para a divulgação da produção industrial da Zona do Euro. Já nos EUA, o índice de preços ao produtor (PPI) será conhecido.