“Tendo visto os mercados europeus obterem ganhos incrementais em uma base quase diária desde o início do mês, não deveria ser uma grande surpresa observar um pequeno recuo em algum momento”, diz o analista chefe da CMC Markets, Michael Hewson.
O FTSE 100, de Londres, caiu 0,90%, a 7.153,98 pontos, e o DAX, em Frankfurt, teve queda de 0,32%, a 15.925,73 pontos, após ter superado na última sexta-feira a marca de 16 mil pontos pela primeira vez.
O resultado do investimento em ativos fixos da China no primeiro semestre, assim como o das vendas de varejo e da produção industrial em julho, ficou abaixo da expectativa de analistas. “Tivemos uma indicação da desaceleração nos números comerciais da China na semana passada. No entanto, a extensão da desaceleração na produção industrial mais recente e nas vendas de varejo em julho gerou uma fragilidade significativa a empresas ligadas ao ciclo econômico asiático, em especial chinês, o que impactou o FTSE 100 de modo especialmente forte”, diz Hewson.
Em Paris, o CAC 40 caiu 0,83%, a 6.838,77 pontos, enquanto em Milão, o FTSE MIB recuou 0,76%, a 26.448,76. Nas praças ibéricas, o PSI 20 caiu 0,02%, a 5.220,34 pontos, e o IBEX 35 teve queda de 0,81%, a 8.926,60.
Empresas de luxo, como a Burberry (-3,38%), a Kering (-4,68%) e a Louis Vuitton (-2,10%) viram suas ações cair neste pregão. Mineradoras e petroleiras também sofreram recuo, com os papéis da Rio Tinto (-2,05%), Glencore (-2,12%), Royal Dutch Shell (-2,21%) e BP (-2,41%) fechando em queda. Na contramão, a francesa Faurecia, fornecedora de peças para montadoras de automóveis, subiu 12,05%, após anunciar acordo para comprar a rival alemã Hella.